<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888</id><updated>2012-02-09T15:44:44.655-08:00</updated><title type='text'>Olhos Verdes</title><subtitle type='html'>Olhar, janela da alma, espelho do mundo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-5219519289385478331</id><published>2012-02-09T14:48:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T15:44:44.660-08:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE, CULTURA E TECNOLOGIA - Cultura Digital- Comentários à entrevista de Laymert Garcia dos Santos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-klXHw7-prZs/TzRYoN2v_pI/AAAAAAAAAnM/J_h3lmB0j_M/s1600/Bebe%2Bconectado.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707284075722571410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-klXHw7-prZs/TzRYoN2v_pI/AAAAAAAAAnM/J_h3lmB0j_M/s320/Bebe%2Bconectado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tópicos de discussão:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1- Santos considera que " &lt;em&gt;a chamada inteligência brasileira, com raras exceções, ainda não percebeu a mudança evidente que está ocorrendo. E nem as possibilidades que estão se abrindo - e isso eu acho gravíssimo do ponto de vista da política (p.289)". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Comente esta afirmação, relacionando-a com o pensamento de Tás, quando argumenta que "... &lt;em&gt;hoje, se o professor achar que é proprietário do conhecimento ele está fora do mundo... O cenário digital é muito propício a isso, porque não precisamos mais carregar e decorar livros para cima e para baixo, está tudo na rede, o que sobra é o discernimento (p.236)".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;2-&lt;/em&gt; A educação brasileira ainda está um passo atrás na utilização das midias no sistema educacional, em relação a, por exemplo, EUA e Europa. Estamos ainda na fase de "abrir espaço" para a inclusão de cultura cibernética no sistema de ensino nacional. Considerando a afirmação de Santos, no tópico anterior, e as políticas públicas para o setor educacional, estaria a educação brasileira preparada para essa mudança cultural? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-5219519289385478331?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/5219519289385478331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=5219519289385478331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5219519289385478331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5219519289385478331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2012/02/sociedade-cultura-e-tecnologia-cultura.html' title='SOCIEDADE, CULTURA E TECNOLOGIA - Cultura Digital- Comentários à entrevista de Laymert Garcia dos Santos'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-klXHw7-prZs/TzRYoN2v_pI/AAAAAAAAAnM/J_h3lmB0j_M/s72-c/Bebe%2Bconectado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-417594436029605300</id><published>2012-01-28T05:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T10:08:50.876-08:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE, CULTURA E TECNOLOGIAS- Cultura Digital-comentários à entrevista de Marcelo Tas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lWhj8SHiSlg/TyQKDlxW2VI/AAAAAAAAAnA/JW2Gv1kJgH4/s1600/deus%2Be%2Bo%2Bpc.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702694084952906066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-lWhj8SHiSlg/TyQKDlxW2VI/AAAAAAAAAnA/JW2Gv1kJgH4/s320/deus%2Be%2Bo%2Bpc.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;TÓPICOS DE DISCUSSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- O entrevistado diz que valorizamos demais o termo digital, quando tudo é cultura. Ao falar sobre isto ele chama a atenção para dois polos, a superestimação e a subestimação da tecnologia. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trace um paralelo entre as idéias do entrevistado com as idéias de Lúcia Santaella - Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós humano- quando ela se refere à definição de mídia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para lúcia Santaella " &lt;em&gt;mídias são meios, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam"&lt;/em&gt; (p.25, segundo parágrafo). Santaella ainda acrescenta que "&lt;em&gt;é o componente mais superficial, no sentido de ser aquele que primeiro aparece no processo comunicativo".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista, Tas pondera que a subestimação - os céticos de Santaella- se configura quando o usuário não percebe a mídia como um veículo de comunicação, ainda arraigado a antigas metodologias de veiculação das mensagens. Já a superestimação -os otimistas de Santaella- valorizam apenas o veículo, as ferramentas disponíveis e se despreocupam com a mensagem a ser transmitida via digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, Santaella e Tas comungam a mesma opinião, qua as mídias são veículos de transmissão de cultura, mas se não houver mensagem , se torna uma tecnologia vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 - Temos enfrentado alguns problemas com o Moodle na disciplina Sociedade, Cultura e Tecnologias, e solicitado que usem outras ferramentas disponíveis na internet para postarem as respostas. Discuta esta relação com a afirmação de Marcelo Tas: &lt;em&gt;"inventou-se a motocicleta e a gente fica falando do pneu, do aro, do banquinho e não fala da viagem que a gente tem para fazer com a motocicleta" &lt;/em&gt;(p.234).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando da mesma metáfora, precisamos aprender a pilotar a moto e entender como fazê-la funcionar bem para que a viagem seja possivel. Ficar reclamando do Moodle ou da dificuldade de usar plataforma não altera nada. Para postar atividades, textos ou informações pode-se usar tanto a plataforma Moodle ou outras ferramentas disponíveis, o que realmente importa é a postagem das atividades e não a plataforma Moodle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- O que é relevância e discernimento, definidos por Marcelo Tas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o entrevistado, o termo relevância não corresponde ao alto número de acessos ou visita. A audiência precisa estar aliada a uma mensagem inédita, criativa e inovadora permitindo a manutenção da audiência, comprovando a relevência do que foi postado. O discernimento, o bom senso, o ato de filtrar as mensagens. Nem tudo que está disponibilizado na internet tem relevância. O discernimento é necessário para não cairmos em armadilhas ou falsas informações. Digamos, separar o jôio do trigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 - Na entrevista, Marcel Tas fala sobre educação, função de professor e a tecnologia. Discuta o pensamento dele, vinculando-o com outro autor da área de educação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tas coloca bem o papel do professor nesse novo processo de ensino-aprendizagem. O professor não é dono do conhecimento. O conhecimento vai se construindo no decorrer do relacionamento aluno/professor. Tanto o professor quanto o aluno são sujeitos ativos nesse processo. Esse enfoque remete à teoria de Piaget, que, em sítese, afirmava que o conhecimento é construido pelo aluno e o professor é um "facilitador" ou digamos, um coordenador desse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- &lt;em&gt;"Então a gente já vive imerso nesta gelatina de informação e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso"&lt;/em&gt; (p.241). Comente esta afirmação tendo por base qa caracterização da cultura digital ou cibercultura em Lúcia Santaella.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A informação se tornou a palavra de ordem, circulando como moeda corrente numa dinâmica frenética, nas quais as linguagens e as mensagens se misturam , nos envolvendo completamente. Neste contexto o filtro pessoal é ativado para selecionar o que nos interessa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-417594436029605300?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/417594436029605300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=417594436029605300' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/417594436029605300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/417594436029605300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2012/01/sociedade-cultura-e-tecnologias-cultura.html' title='SOCIEDADE, CULTURA E TECNOLOGIAS- Cultura Digital-comentários à entrevista de Marcelo Tas'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lWhj8SHiSlg/TyQKDlxW2VI/AAAAAAAAAnA/JW2Gv1kJgH4/s72-c/deus%2Be%2Bo%2Bpc.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-8907693816326044345</id><published>2009-08-30T15:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T15:42:49.713-07:00</updated><title type='text'>O OLHAR FOTOGRÁFICO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Por : Brigitte Luiza Guminiak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;O contexto gerado pela Revolução Industrial deu à vida um novo rumo. Além dos objetos industrializados, houve uma aceleração na produção, proporcionando a geração de novas necessidades e conceitos o que afetou também o mundo da Arte, no nosso caso, a fotografia, já que a modernização industrial apresentou equipamentos mais precisos e sofisticados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se que o fotógrafo ao utilizar as novas técnicas e ao aderir às tecnologias inovadoras, isso não implica necessariamente em fazer uma arte nova. Ao contrário, pode perder a ânsia da busca de algo que represente as suas inquietações, seus prazeres e a consciência do público. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Essas inquietações e prazeres, segundo Simões &amp;amp; Galimberti (2000) estão impregnados no olhar do fotógrafo que investiga o proibido, vasculha o temido, não de fiscalizar, mas sim para oferecer uma oportunidade ao objeto fotografado para revelar-se e porque não dizer, rebelar-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O produto fotográfico é a imagem gerada para o espectador com suas evidências e sombras, fazendo o objeto renascer e adquirir vida nova, vida de imagem que alimenta o imaginário daquele que observa a fotografia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375889123671261618" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Spr-rOBPwbI/AAAAAAAAAl8/5xatMhZtR5I/s320/guarda-chuvas-German+Lorca.jpg" /&gt; Guarda-Chuvas - de German Lorca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Recorrendo a Wunenburger (2007), vemos que a fotografia, sendo imagem, é em si um texto a ser lido, interpretado, decifrado, comentado, discutido. Um texto provocativo e interativo com o espectador, servindo como reflexão texto provocativo e que interage com o espectador servindo como reflexço objeto renascer e adquirir vida nova, vida de imagem sobre o mundo e o estar no mundo, pois impregna de profundidade e sentido desde o momento em que se sabe que a imagem transcende os limites predeterminados da máquina fotográfica, já que as imagens nutrem o pensamento, e assim nos afastam do imediato, do real, abrindo a porta ao possível e aos sonhos, permitindo acesso a uma felicidade inédita, um regozijo dos sentidos, já que a imagem ativa o imaginário. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tal proposição é reforçada em Joly (2006) quando afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“[...] a imagem existe porque houve contigüidade física, é a própria emanação de um passado real. É uma verdadeira magia. É por isso que, com a ajuda da semelhança, confundiremos a fotografia com próprio ser, ou com uma parte do próprio ser e podemos tratá-la de maneira fetichista, como muitas vezes se faz com as fotos de namorados ou de pessoas desaparecidas. (p.129)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A assertiva de Joly de que a fotografia emana de um passado real, reforça o signo da morte na fotografia que, segundo a autora, no mesmo instante em que se tira a fotografia, o objeto ou a pessoa desaparecem, se esse real existiu, é porque não existe mais, e a fotografia torna-se tão logo o próprio signo de que somos mortais e tudo é efêmero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda segundo Joly, a imagem tem sido muito manipulada e desprestigiada como meio de percepção, embora seja a percepção que dá importância ao olhar, já que é a forma de acesso ao outro, ao mundo e a mim mesmo, sendo que ao aprender a ver uma imagem, ao mesmo tempo ela encobre algo e também revela, como por exemplo, na expressão “o que você está olhando? Está vendo algo que eu não vejo?”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sim, quem admira uma fotografia, vê algo que outros não vêem e que somente o fotógrafo soube revelar, cabendo ao espectador interpretar por meio da percepção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma consideração marcante a ser levantada é que a imagem, segundo Joly, é uma linguagem e, portanto, uma ferramenta de expressão e de comunicação, constitui uma mensagem para o outro, mesmo quando esse outro somos nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para Joly, uma das precauções necessárias para compreender da melhor forma possível uma mensagem visual, no caso a fotografia, é buscar para quem foi produzida, ou seja, buscar o referente. Já que a fotografia carrega uma mensagem é justo compreender seu conteúdo e os critérios de referência, haja vista que a imagem fotográfica comunica uma relação entre o homem e o mundo, por exemplo, a foto de uma reportagem, ela revela algo sobre certa realidade, mas revela sobremaneira a personalidade, as escolhas, a sensibilidade do fotógrafo que a assina. Daí que fotografar é olhar, escolher, aprender. A fotografia não é a reprodução de uma experiência visual, apenas, mas a reconstrução de um paradigma (Joly:2006).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui observar o pensamento de Chauí (1985:31) quando lança especulações filosóficas em torno do olhar, afirmando serem os olhos as janelas da alma, ligados ao campo semântico da luz, da claridade, e por associação, o olhar que tornar visível o invisível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Analisando com atenção as afirmações acima, vale destacar que a percepção do fotógrafo faz uma interseção entre o sujeito, a temporalidade e a existência num mundo mutável como o nosso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Neste sentido, o olhar fotográfico exercita o pensar-sentir, observando tudo, pensando o sentimento e a subjetividade do mundo exterior, a refiguração do mundo. Com base nas assertivas acima descritas, nos suscita um questionamento que não quer calar: qual é o encanto da fotografia?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Buscando resposta à indagação, Joly talvez coloque luz quando distingue três fases diferentes na prática fotográfica: o “fazer”, que se refere ao operador; o “olhar”, que se refere ao espectador; o “sofrer”, que se refere ao espectrum (a imagem).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O “fazer” do ato fotográfico constitui o resultado do encontro entre o fotógrafo e o fotografado num momento único e instantâneo, sendo que a imagem está automaticamente terminada no próprio momento do “click”, esse momento decisivo (Joly, 2006: 126-127). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O olhar do fotografo que percebe o inusitado ao apreciar a imagem carregada de sensibilidade que transbordou a objetiva, penetra na intimidade do fotografado, como um instante único, um instante que se revela em imagem imortalizada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esse caráter único entre o fotógrafo e o objeto fotografado confere à fotografia a categoria de mimese perfeita, já que foge do convencional e dá um aspecto de aprisionamento, ou seja, foi “pego” ad eternum, mas que a imagem revela. E essa revelação nos diz qual a verdade que de fato esperamos ver na fotografia, ou seja, uma prova de existência do objeto/pessoa fotografada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para efeito desta reflexão, vale aqui um recorte para destacar a importância da percepção do fotógrafo ao olhar certas paisagens que se cruzam com a vida das pessoas: a cidade, a natureza, as próprias pessoas retratadas numa fotografia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sendo o olhar um dos sentidos mais atuantes, é por meio do olhar, portanto, que se inicia uma representação mítica inegável, por ser o portal entre o interior subjetivo e o exterior objetivo, haja vista que sempre esteve presente na vida do homem, principalmente a partir da invenção da fotografia. Desta maneira, é o olhar do fotógrafo imprescindível para se relacionar com o mundo real, e mais ainda, com o mundo virtual, uma vez que é fonte inesgotável de imagens provocadoras de desejos e aparências fugazes, como a própria vida é fugaz e efêmera. Desta feita, a fotografia aproxima o espectador do mundo já que com a imagem fotográfica cria um espaço onde cabe a interrogação provocativa do outro, imprescindível na relação que se estabelece entre o fotógrafo, o espectador e um terceiro, aquele que olhará mais tarde as fotografias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;___________________________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ABAURRE, Maria Luiza; PONTARA, Marcela N. e FADEL, Tatiana. Português-Língua e Literatura. Coleção base. V. único. 1. Ed. São Paulo: Moderna, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA, HELOUISE. A Fotografia Moderna no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Trad. Marina Appenzeller, Campinas, 10. ed. São Paulo: Papirus, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MELO, Maria Teresa Bandeira de. Arte e Fotografia: o movimento pictorialista no Brasil. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTANELLA, L. e NÖTH, W. Imagem –codificação, semiótica , mídia. São Paulo: Iluminuras, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLÜSSER, Vilém. O mundo codificado. TRad. Raquel Abi Sâmara. São Paulo: Cosac Nify, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WUNENBURGER Jean-Jaques. O Imaginário. Trad. Maria Stela Gonçalves. s.ed.,São Paulo: Loyola, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MIDIA ELETRÔNICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ALVES, Ida Mª Santos Ferreira. Imagens de cidades na poesia de Nuno Júdice. Disponível em: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com.br/ail_br/imagenscidadenapoesia.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.geocities.com.br/ail_br/imagenscidadenapoesia.html&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;, acessado em 20/03/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTE, FOTOGRAFIA, NOVAS TÉCNICAS. Um redimensionar constante do saber. Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.corpos.org/papers/artefoto.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.corpos.org/papers/artefoto.htm&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; acessado em 08/02/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTANHO, Eduardo. Arte e Cultura- fotografia. Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mrc.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/foto"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.mrc.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/artecult/foto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; acessado em 15/01/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAUÍ,Marilena.Convite à Filosofia. Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/mcrost02/convite"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://br.geocities.com/mcrost02/convite&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;. Acessado em 08/02/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITE, Enio. A História da Fotografia. Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://focusfoto.com.br/fotografia-escola/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://focusfoto.com.br/fotografia-escola/&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; acessado 08/02/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIBEIRO, Suzana Barreto. Manual de Photographia: caminhos da técnica e da arte ou a profissionalização possível? Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/15/retratos/index.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.studium.iar.unicamp.br/15/retratos/index.html&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; acessado em 08/02/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERRANO, Daniel Portillo. Percepção. Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Percepcao.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Percepcao.htm&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; acessado em 18/010/2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIMÕES, Gilmar&amp;amp;GALIMBERTI, Alessandra. O Olhar Fotográfico. Disponível em &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://gilmarsimoes.webcindario.com/portugues/olhar_fotografico.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://gilmarsimoes.webcindario.com/portugues/olhar_fotografico.htm&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; acessado em 26/07/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-8907693816326044345?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/8907693816326044345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=8907693816326044345' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8907693816326044345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8907693816326044345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/08/o-olhar-fotografico.html' title='O OLHAR FOTOGRÁFICO'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Spr-rOBPwbI/AAAAAAAAAl8/5xatMhZtR5I/s72-c/guarda-chuvas-German+Lorca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-8072326147393815112</id><published>2009-06-14T15:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T15:58:59.260-07:00</updated><title type='text'>A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - A Importancia da Escola Paulista</title><content type='html'>&lt;div&gt;Desde a sua criação, o Foto Cine Clube Bandeirante posicionou-se de maneira diferenciada em relação à tradição fotográfica reinante, uma vez que os associados utilizaram a técnica como veículo de expressão do artista fotográfico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 1947 circula a revista Íris, a primeira revista brasileira de fotografia de cunho comercial (Costa, 1995: 48). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com o fito de organizar as atividades do clube, o Foto Cine Clube Bandeirante, em dezembro de 1950, promoveu a I Convenção Brasileira de Arte Fotográfica, da qual resultou a fundação da Confederação Brasileira de Fotografia e Cinema, que por sua vez passou a representar o Brasil na Fedération Internationale de L’Art Photographique (FIAP).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A partir da fundação do FCCB a fotografia moderna se expande e surgem Foto Clubes em todo o território nacional. Os diferentes caminhos abertos pelo FCCB, partindo da produção individualizada dos outros movimentos, provocou o surgimento do termo Escola Paulista de Fotografia pela crítica especializada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De fato, as inovações e pesquisas inéditas, alavancadas pelo FCCB, definiram as características dos fotógrafos paulistas, como: quebra das regras clássicas de composição; uso freqüente do claro-escuro radical; ênfase nas linhas de força constitutivas do referente, ressaltando o potencial abstrato dos temas; forte tendência à geometrização dos motivos e a quebra do tradicional processo fotográfico (COSTA, 1995:49).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez recorrendo à Costa, ela salienta a importância do FCCB, quando afirma que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“A Escola Paulista referendou diferentes formas de relacionamento do fotógrafo com o processo fotográfico. Paralelamente à pesquisa da fotografia como exercício de visão, [...] diversos bandeirantes lançaram-se a inúmeras experiências de intervenção no processo fotográfico, com o intuito de adaptar a realidade perspéctica da imagem a uma plasticidade moderna.” (COSTA, 1995: 53).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;A Escola Paulista passou a ser referência nacional, no entanto não mudou a produção fotográfica nacional, pois era encarada como modismo, e qualquer manifestação modernista na fotografia era considerada mera imitação, inclusive no interior do próprio FCCB. Essa convivência concorrida se deveu a dois fatores: inexistência de uma teoria estruturada que embasasse a estética moderna; inexistência de uma ideologia liberal que viesse de encontro com a burguesia crescente no país. Ressalta-se, entretanto, que vários fotógrafos integrantes da Escola Paulista, tiveram uma posição eclética, e atuaram com desenvoltura entre o clássico e o moderno, como Gaspar Gasparian, José Yalenti, Guilherme Malfatti e Ludovico Mungiolli.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O ápice da Escola Paulista se verificou na década de 50 e foi assim descrita, no discurso de apresentação do Anuário Brasileiro de Fotografia, pelo crítico Rubens Teixeira Scavone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“O que se apresenta do Brasil, e em particular da denominada Escola Paulista, demonstra que entre nós a fotografia vive intensamente, com características próprias, situando-se em posição desacatada no âmbito mundial [...]. Genericamente, poderíamos dizer que a fotografia de hoje não é apenas a devolução mecânica de uma realidade visual. É muito mais do que isso. É visão particular através da sensibilidade escoimada e, principalmente, é criação em sentido amplo onde a realidade não se torna mero pretexto, veículo comunicativo, passaporte de tudo onde existe parcela enclausurada de beleza”. (COSTA, 1995: 59/60).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Como resultado desse trabalho experimental e de forte cunho artístico, a Escola Paulista abriu as portas dos museus, que até então se mantiveram alheios a essa forma de expressão artística. Podem-se citar as exposições do trabalho de Thomas Farkas no MASP em 1949, e também de Geraldo de Barros em 1950, German Lorca, no MAM-SP em 1952 e outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A partir do final dos anos 50, o fotojornalismo se modernizou e se consolidou nas revistas ilustradas, proporcionando questionamentos na prática fotográfica e introduzindo novos paradigmas que foram genericamente aceitos como os novos rumos da fotografia.&lt;br /&gt;O crítico de arte, Frederico Morais, em 1959, sugeriu uma divisão na produção fotográfica fotoclubista: os chamados repórteres fotográficos; os formais e os abstratos concretos.&lt;br /&gt;Sob o entendimento de Costa, o mesmo crítico, apontou as linhas gerais da proposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“ Para os repórteres fotográficos, a corrente de maior público,[...] a arte fotográfica se caracteriza fundamentalmente pela oportunidade do fato escolhido e também angulação, enquadramento e composição. Oportunidade e composição irão dar à fotografia seu sentido humano, poético ou mesmo caricatural. A esses, evidentemente, o elemento figurativo é essencial e, particularmente, a figura humana.” ( COSTA, 1995: 64).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A nota dominante de um novo tipo de relação entre o fotógrafo e o aparelho será constante nas produções fotográficas dos anos 60. O crítico Mário Pedrosa, analisando uma exposição fotográfica de Ivo Ferreira da Silva, ressaltou esse novo relacionamento quando afirmou que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“[...] a relação, pois, entre ele, homem, ela máquina é a mais elementar possível. Como desde quando foi inventada, ela é aqui mero prolongamento dos órgãos do homem, um olho mais apercebedor e preciso, um braço mais longo, mãos mais preensíveis.” (COSTA, 1995: 65).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alguns fotoclubistas retomaram o figurativismo, proporcionando uma renovação do movimento fotográfico moderno. De início, soa uma contradição, já que levou décadas para descaracterizar a representação da fotografia e impor uma visão estética, no entanto, a autonomia da linguagem fotográfica não foi alterada, já que o fotógrafo não mais se preocupa com a afirmação, mas com um movimento de construção de mundo e de olhar que foi fragmentado pelos modernistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se antes, ocorria o abstracionismo, com a decomposição geométrica, neste novo vislumbre, o fotógrafo inter-relaciona os objetos propositadamente, realçando o efeito estético/plástico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de renovação da fotografia na Escola Paulista retomou o pictorialismo definindo a essência da prática fotográfica estética, o que jogou a fotografia num extremo oposto da conceituação construída, iludindo a maioria dos fotógrafos amadores quanto ao real valor de suas fotos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que no final da década de 50, José Oiticica propôs uma intervenção técnica, lançando-se ao abstracionismo, supervalorizando o trabalho de laboratório, lançando mão da montagem, passando pelo recurso a vidros corrugados e textura de tecidos, recriações fotográficas de desenhos ou pinturas do próprio autor. Essa intervenção técnica exagerada e exótica possibilitou o retorno da fotografia ao pictorialismo, já que assume características ora expressionistas, ora construtivistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 239px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347320924942865410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SjWADMc7lAI/AAAAAAAAAl0/ffCU2j7xvcM/s320/jose-oiticica-filho1953-+Um+que+passa.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;                                                    &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Figura 3 - José Oiticica- Um que passa - 1953&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-8072326147393815112?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/8072326147393815112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=8072326147393815112' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8072326147393815112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8072326147393815112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/06/fotografia-sob-um-olhar-neofito.html' title='A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - A Importancia da Escola Paulista'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SjWADMc7lAI/AAAAAAAAAl0/ffCU2j7xvcM/s72-c/jose-oiticica-filho1953-+Um+que+passa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-2925897442992874488</id><published>2009-04-08T13:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T13:59:55.998-07:00</updated><title type='text'>A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - O Movimento Fotoclubista no Brasil</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Se a técnica pictórica era a base da fotografia artística nas décadas de 20 e 30, nos anos 40 o surgimento do Foto Clube Bandeirante formou uma sólida estrutura material e atingiu um alto nível de organização interna, fato que culminou, em 1942, com o 1º Salão de Arte Fotográfica de São Paulo, apoiado pela Prefeitura, e em 1945, foi criado o Departamento de Cinema, alterando a partir daí o nome do clube para Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No ano seguinte, um boletim informativo, que divulgava o resultado dos concursos internos de fotografia do Clube, transformou-se na revista Boletim Foto Cine. No final da década uma tarefa mais árdua se apresentou, já que mudanças reais nos rumos da fotografia se faziam necessárias sob o risco de estagnação na arte fotográfica. Vários fotógrafos já haviam dado os primeiros passos em pesquisas individuais que permitiram identificar um “novo olhar” no sentido de romper com as práticas tradicionais de fotografar. Costa, em A Fotografia Moderna no Brasil (1995, p.35) identifica três fases distintas no percurso moderno da fotografia. São eles: os pioneiros, a Escola Paulista e a Diluição da Experiência Fotoclubista. Ainda, segundo Costa (1995:36):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“A fotografia moderna no Brasil surgiu e se desenvolveu no Foto Cine Clube Bandeirante. Os fotógrafos bandeirantes concretizaram uma transformação que abalou a tradição pictorialista e acadêmica do movimento amador.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pioneiros modernos, José Yalenti, Thomaz Farkas, Geraldo de Barros e German Lorca, provocaram uma profunda renovação na prática fotográfica, culminando no puro radicalismo moderno, atuando no espaço aberto e abandonando processos pictoriais. As mudanças se fizeram notar na temática, sob uma nova abordagem, mais sensível às apreciações da beleza do cotidiano, livrando-se assim das tradicionais paisagens e naturezas-mortas. Essa mudança possibilitou a construção de uma nova sensibilidade já que se retomou a experimentação no ato fotográfico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;José Yalenti, um dos sócios do Foto Cine Clube Bandeirante, iniciou sua prática fotográfica no período pictorialista, e concentrou sua experimentação na exploração da luz, levando-o a abandonar gradativamente os preceitos clássicos de iluminação, passando a fotografar na contraluz e incorporou a geometria nos motivos, dando ênfase a jogos de linha e planos, privilegiando o elemento arquitetônico, inaugurando assim a fotografia arquitetônica.&lt;br /&gt;O trabalho do pioneiro Thomaz Farkas se caracterizou pelas pesquisas em várias direções, enfatizando ritmos, planos e texturas e recorrendo também à contraluz. Seu pioneirismo ficou evidente, já que, como relata Costa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Problematizou o movimento na fotografia, principalmente através de expressões de dança e, além disso, participou do Grupo Surrealista que pretendia usar a fotografia como um “meio de divulgação psicológica”. Foi, no entanto, na utilização de ângulos inusitados que o artista atingiu a maturidade de sua visão moderna, realizando um trabalho de grande personalidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; DISPLAY: block; HEIGHT: 358px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322421692337419730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Sd0KVGya9dI/AAAAAAAAAlU/npOjSKeSPtk/s320/thomaz-farkas_surrealistas_thumbnail.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                    Figura 1-Thomas Farkas-Surrealistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farkas também inovou, contrariando o enquadramento frontal e introduzindo ângulos tortuosos e insólitos. No início da década de 50, Farkas passou a dedicar-se ao cinema amador.&lt;br /&gt;As inovações e pesquisas dos pioneiros acima citados não interferiram no processo fotográfico propriamente dito, qual seja, fotografar, revelar ampliar, o que constituiu o foco das pesquisas de Geraldo de Barros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Helouise Costa, em A Fotografia Moderna no Brasil (1995), considerando que Geraldo de Barros possuía experiência em artes plásticas, aponta as principais inovações por ele introduzidas na arte fotográfica:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Fez fotos de cenas montadas e fotografou objetos, enfatizando o ritmo de seus elementos constitutivos. Foi, porém, através de uma pesquisa abstracionista que a sensibilidade do artista encontrou campo fértil e pôde se expandir, diluindo as fronteiras que convencionalmente separam a fotografia das artes plásticas [...]. Geraldo de Barros transgredia a realidade da cena fotografada através de inúmeras intervenções. Múltiplas exposições de uma mesma chapa, recortes, superposições e desenhos executados diretamente sobre o negativo, montagens fotográficas, cortes nas cópias já prontas, enfim, procedimentos que denotavam sua vontade de criar uma ordem autônoma para a fotografia”. (COSTA, 1995:43).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Quando Geraldo de Barros ingressou no Foto Cine Clube Bandeirante, 1949, foi convidado a montar o laboratório fotográfico do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e para isso contou com a ajuda de German Lorca e Thomaz Farkas, oportunizando acesso a um espaço fora do clube para realizar as experiências abstracionistas na fotografia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Logo em seguida, em 1950, foi realizada no MASP a exposição Fotoforma, o que proporcionou um trabalho de vanguarda na arte fotográfica brasileira, onde as fotos expostas tinham um cunho eminentemente construtivo. Geraldo de Barros afirmava que não sabia o que era concretismo, contudo, anos mais tarde, suas fotos foram retomadas pelos artistas plásticos neoconcretistas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em um dos seminários do Clube, Geraldo de Barros, assim se manifestou a respeito da arte fotográfica: &lt;em&gt;“Todo artista deve ser completamente livre, tendo compromisso apenas consigo mesmo” (COSTA, 1995:44). &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Demonstrou, portanto, sua tendência de fugir ao lugar-comum das propostas fotoclubistas. Sua veia artística violou destarte o processo fotográfico o que determinou a desconsideração de suas experiências como fotografia, o que o levou a abandonar a fotografia, a partir de 1950, e ingressar na vertente concretista das artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322426879166676018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Sd0PDBO4fDI/AAAAAAAAAls/tujaeGRoA-k/s320/fun%C3%A7%C3%A3o+diagonal-Geraldo+de+Barros-1952.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                 Figura - Geraldo de Barros-Função Diagonal -1952&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As inovações e experiências introduzidas por Geraldo de Barros proporcionaram o surgimento de uma nova sensibilidade e que marcou o trabalho de Lorca, já que esse “novo olhar” sobre cenas corriqueiras lança a fotografia no mundo surrealista, haja vista que “&lt;em&gt;Através da fotografia o surrealismo abandona o terreno ideal da pintura e adquire novos contornos, materializando-se surpreendentemente no nosso cotidiano” (COSTA, 1995:46)&lt;/em&gt;. German Lorca deixou o Foto Cine Clube Bandeirante nos primórdios da década de 50 e profissionalizou-se como fotógrafo publicitário.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O espírito inovador desses pioneiros do movimento moderno na fotografia brasileira destravou o caráter documental da prática fotográfica, embora seja um registro do real, esse real, codificado em imagem, desvela um poderoso meio de análise da natureza, como se verá em outro tópico. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-2925897442992874488?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/2925897442992874488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=2925897442992874488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2925897442992874488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2925897442992874488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/04/fotografia-sob-um-olhar-neofito-o.html' title='A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - O Movimento Fotoclubista no Brasil'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Sd0KVGya9dI/AAAAAAAAAlU/npOjSKeSPtk/s72-c/thomaz-farkas_surrealistas_thumbnail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-5795303414963599003</id><published>2009-03-31T13:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T13:43:43.352-07:00</updated><title type='text'>A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SdKAGVAVITI/AAAAAAAAAlM/NZxjkmD5XB0/s1600-h/D.Pedro+II+e+Familia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319454956084076850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SdKAGVAVITI/AAAAAAAAAlM/NZxjkmD5XB0/s320/D.Pedro+II+e+Familia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SdJ9k143MbI/AAAAAAAAAlE/BYdfK2nuuI8/s1600-h/D.Pedro+II+e+Familia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;D.Pedro II e Família - a última antes do fim do Império- Foto de Otto Hees&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No contexto histórico brasileiro, a fotografia foi utilizada como registro documental e como construção da imagem da sociedade brasileira e a auto-imagem do Império. Portanto, a moda da fotografia foi muito bem aceita e rapidamente fotógrafos estrangeiros aqui se estabeleceram, fugindo da concorrência na Europa, documentaram a transformação e o desenvolvimento social e econômico do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os senhores de engenho se utilizaram da fotografia para confirmar suas marcas na sociedade, como identidade e poderio econômico e político, pois ao escolher as poses em estúdio fotográfico demonstravam que o cliente assumia uma máscara social que, muitas vezes, não correspondia ao estilo de vida e o padrão social a que pertenciam revelando o comportamento e o acesso a bens culturais e de produção. A fotografia no Brasil possibilitou inventar uma memória para ser eternizada na sociedade brasileira do Século XIX. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em Arte e Cultura&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, Castanho destaca os fotógrafos de expressão a partir da segunda metade do Século XIX, chamados de Pioneiros: Hércules Florence, Valério Vieira, Guilherme Gaensly e Militão Augusto de Azevedo. Aponta Valério Vieira como o primeiro a utilizar a fotografia como expressão pessoal ou criativa e desenvolver pesquisas em montagens fotográficas com múltiplos negativos. Em 1904 este fotógrafo recebe a medalha de prata pelo auto-retrato Os Trinta Valérios, na Feira Internacional de Saint Louis. Sua obra, uma vista panorâmica gigante da cidade de São Paulo, impressa em tela e pintada a óleo sobre emulsão fotográfica, pode ser apreciada hoje no Museu da Imagem e do Som em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo Castanho os artistas-fotógrafos considerados modernistas têm seus trabalhos acontecendo a partir da década de 1920, com destaque para Conrado Wessel (Buenos Aires, 1891-1983) não somente pelo trabalho fotográfico desenvolvido, mas também pela fabricação do papel fotográfico Wessel, o que contribuiu na divulgação do Brasil no meio fotográfico internacional. &lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A partir dos anos 30, alguns fotógrafos alemães trouxeram as inovações estéticas do movimento Bauhaus&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; que repercutiu no meio fotográfico no tocante ao fotojornalismo e à expressão artística. Nesse período pode se afirmar que a fotografia brasileira tomou novos rumos com Geraldo de Barros dada sua formulação inovadora de pensar a fotografia, fato que será estudado no movimento do fotoclubismo no Brasil. Outros fotógrafos de destaque desse período podem ser citados: Alice Bril e Hans Gunther Flieg.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A fotografia brasileira teve seu ponto de mutação nos anos 60, designado por Castanho como “Realismo Poético” e composto por Boris Kossoy, Chico Albuquerque, Cláudia Andujar, David Drew Zingg, George Love, Jean Manzon, José Medeiros, Luis Humberto, Maureen Bisiliiat, Orlando Brito, Otto Stupakoff, Pierre Verger, Sérgio Jorge e Walter Firmo. Todos eles ousaram interpretar suas obras fotográficas, imprimindo, assim, a marca do autor às suas imagens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/pot/artecult/foto/realpoet/index.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/pot/artecult/foto/realpoet/index.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Papel Wessel: papel fotográfico à base de nitrato de prata misturado com brometo de potássio, cloreto de sódio e iodeto de potássio. Foi patenteado em 1922.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Bauhaus: movimento de reforma e vanguarda das artes e ofícios. Alemanha, 1919 a 1933.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-5795303414963599003?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/5795303414963599003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=5795303414963599003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5795303414963599003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5795303414963599003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/03/fotografia-sob-um-olhar-neofito-parte_31.html' title='A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE IV'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SdKAGVAVITI/AAAAAAAAAlM/NZxjkmD5XB0/s72-c/D.Pedro+II+e+Familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-4808908443187238291</id><published>2009-03-07T12:40:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T14:05:25.835-08:00</updated><title type='text'>A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE III</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SbLvPPrdotI/AAAAAAAAAk8/DlUHID9xQuI/s1600-h/livro_navegar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310569955809141458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SbLvPPrdotI/AAAAAAAAAk8/DlUHID9xQuI/s320/livro_navegar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                           &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Primeiro Manual de fotografia brasileira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O grande impulso popular à fotografia foi dado por Eugene Disdéri, que primeiramente, reduziu o tamanho da fotografia ao criar o retrato carte de visite e posteriormente quando substituiu a placa metálica por um negativo de vidro, permitindo a multiplicação de cópias, o que proporcionou baixo preço e maior acesso à fotografia, provocando seu estouro de vendas no mercado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No entanto, com a grande aceitação da fotografia na sociedade e a proliferação dos estúdios fotográficos, aliado ao crescimento industrial, a partir de 1860, o debate sobre o ato fotográfico como arte ou técnica ainda estava engatinhando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo período, um grupo de fotógrafos amadores, tenta mesclar as idéias de arte e técnica, dentre eles, os ingleses Julia Margareth Cameron e o escritor Lewis Carrol, que viam a fotografia como expressão artística, utilizando da liberdade de produção e criação, até então desconhecida entre demais fotógrafos profissionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desse movimento, destaca-se Oscar Rejlander e Henry Peach Robinson, que efetuam seu trabalho com combinação de vários negativos, chamado de impressão composta, processo inicialmente concebido para uma solução de ordem técnica, mas que motivou o viés artístico. Com esse diferencial no seu trabalho, Rejlander é considerado o precursor das idéias pictorialista na fotografia. Esse fotógrafo argumenta, em favor da arte fotográfica ao reconhecer o “truque”, a intervenção do fotógrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“especificidade do meio fotográfico era uma estranha mistura de verdade e ficção. Apesar da existência de um referente exterior ou de uma naturalidade transcendental, o “truque” (seletivo ou combinatório) é a marca que o fotógrafo imprime sobre a natureza”&lt;br /&gt;(PAVAN, 1991:252).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1858, Rejlander publica On Photographic Composition no qual apresenta alguns preconceitos a serem combatidos com relação à arte da fotografia:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“a opinião de que a fotografia era uma coisa simples, incapaz de apresentar uma obra elaborada e complexa; a crença de que a fotografia apenas poderia servir como ajuda ao artista interessado nos termos naturais, mas nunca aos interessados nos temas ideais; a convicção de que a fotografia jamais poderia construir uma perspectiva regular, sem desfoque” (REJLANDER, 1858 in PAVAN, 1991:.253).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Robinson, seguidor das idéias de Rejlander, em 1869, publica o livro Pictorial effect in Photography no qual, em suas palavras, afirma que “&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;qualquer artifício, truque ou conjuração são abertos ao uso do fotógrafo; isso pertence à sua arte e não é falso à natureza. [...] É seu dever imperativo.” (ROBINSON, in : MELO,1998:28)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O enfoque pictorialista a partir de Rejlander, com a impressão composta, dá à fotografia a ilusão de uma criação única e a liberdade de interpretação, derrubando os conceitos firmados acerca dos valores estéticos e os critérios subordinados à praticidade, utilidade e objetividade da arte pictórica. A fotografia assume, então, uma posição eclética entre a técnica e a arte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Embora o movimento pictorialista tenha se iniciado em meados de 1860, a data oficialmente considerada como nascedouro dessa concepção, foi em maio de 1891, com a primeira exposição do Camera Club de Viena, já que o regulamento restringiu a exposição a trabalhos exclusivos com caráter e valor essencialmente artístico e que apresentassem um &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“novo sistema de produção de imagem fotográfica e a renovação de sua estética” (MELO, 1998:35). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Melo nos apresenta a conceituação de pictorialismo como sendo uma forma de expressar o desejo de imitar a pintura. Etimologicamente, a palavra advém do inglês PICTURE, significando imagem, quadro, pintura, fotografia, etc. Pictorial, portanto, nos remete à pluralidade semântica de iconográfico, gráfico, plástico de acordo ao contexto empregado, o que evidencia o reconhecimento da fotografia como imagem artística, suplantando então os métodos e técnicas empregados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em oposição ao pictorialismo, na década de 1880, influenciado pelas novidades no processo fotográfico, Peter Henry Emerson, lança o fundamento do naturalismo por considerar as intervenções do fotógrafo na impressão composta um artificialismo, já que lança mão de cenas posadas em estúdios, tirando toda a naturalidade das imagens do mundo real. No seu livro Naturalistic photography publicado em 1889, afirma que &lt;em&gt;“a arte é a expressão humana pelo intermédio da imagem do que consideramos belo na natureza”&lt;/em&gt;. Para ele a fotografia deveria ser tão natural quanto à visão humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O naturalismo parte do princípio de que a câmera não reflete o real, já que a percepção da visão humana focaliza todo o conjunto de uma cena ou paisagem, sendo que a seleção feita pelo olhar humano é psicológica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com as hipóteses de Emerson, é abordada, pela primeira vez com relevância a questão da representação do real:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Como a única imagem legítima é aquela que o olho percebe, o referente da fotografia não é mais o real em si, (...) mas um real já colocado em imagem pelo olho e captado como uma ‘impressão’ pelo sujeito” (MELO, 1998: 35).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ponderações no Brasil não chegaram a ser levantadas, quando a inovação por aqui se instalou, em 1840, sendo recebida com entusiasmo pelo Jornal do Comércio, que assim noticiou na sua edição de 17 de janeiro:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Finalmente passou o daguerreótipo para cá os mares e a fotografia, que até agora só era conhecida no Rio de Janeiro por teoria, [...]. Hoje de manhã teve lugar na hospedaria Pharoux um ensaio fotográfico tanto mais interessante, quanto é a primeira vez que a maravilha se apresenta aos olhos dos brasileiros. [...] É’ preciso ver a cousa com seus próprios olhos para se fazer idéia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de nove minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe, o Mosteiro de São Bento, e todos os outros objetos circunstantes se acharam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via a cousa tinha sido feita pela própria mão da Natureza, e quase sem a intervenção do artista.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.studium.iar.unicamp.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; acessado em 08/02/08&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-4808908443187238291?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/4808908443187238291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=4808908443187238291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4808908443187238291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4808908443187238291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/03/fotografia-sob-um-olhar-neofito-parte.html' title='A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE III'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SbLvPPrdotI/AAAAAAAAAk8/DlUHID9xQuI/s72-c/livro_navegar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7067851141427407484</id><published>2009-02-23T17:12:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T17:38:50.701-08:00</updated><title type='text'>A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SaNPdukwjpI/AAAAAAAAAk0/4HXQGLtMsvI/s1600-h/Louis+Daguerre+e+o+daguerreotipo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306172158109585042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SaNPdukwjpI/AAAAAAAAAk0/4HXQGLtMsvI/s320/Louis+Daguerre+e+o+daguerreotipo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Primeiramente, a fotografia é encarada como técnica, sob o ponto de vista da utilidade, e os manuais traziam o modo de uso para se fotografar. No ano de 1851, em Londres, teve lugar a primeira Exposição Universal na qual foram expostos diversos produtos industriais e máquinas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nela aconteceu, pela primeira vez, uma mostra internacional de fotografia, com a presença de fotógrafos londrinos, parisienses e nova-iorquinos, fato que representou, de maneira oficial, o reconhecimento público da fotografia, concretizando a existência de um movimento fotográfico na Europa e nos Estados Unidos. Esse fato, contudo, não revelou nem provocou uma uniformidade no que se refere aos processos fotográficos utilizados nem quanto à organização dos fotógrafos. Com relação aos processos fotográficos, havia uma variedade de técnicas nos países participantes da Exposição. Nos EUA, prevalecia o daguerreótipo; na França fazia-se uso dos calótipos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; e na Inglaterra prevalecia a fotografia realizada com negativos de vidro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por esta época a organização do grupo de fotógrafos ainda não era nítida, pois havia somente três revistas sobre o assunto: The Daguerreion Journal (1850) e The Photographic Art Journal (1851) em Nova York e La Lumière (1851) em Paris, mas as primeiras associações foram surgindo no decorrer da década de 1850, como a Photographic Society of London (1853) e a Société Française de Photographie (1855).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, segundo Melo, que a Exposição Universal londrina (1851) favoreceu o campo do conhecimento, das pesquisas e as produções fotográficas no sentido de divulgar as inovações ensejando o intercâmbio na área técnica e artística, o que contribuiu para o debate em torno da fotografia, já que surgiram os primeiros resultados das pesquisas implementadas para multiplicar as provas fotográficas e diminuir o tempo de exposição no momento da tomada. (1998:21)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, vários fatores motivaram a busca por novos materiais e processos fotográficos mais rápidos já que com o desenvolvimento industrial uma nova classe econômica - a burguesia - estava se firmando no mercado, sedenta por novidades e o lucro fácil com a mecanização dava o tom do novo ritmo econômico em ascensão. Nesse contexto encontramos uma acirrada disputa por lucro e progresso e o inicio da discussão sobre o papel artístico ou não da fotografia. Se vista como arte ou simples técnica será tema de debates e as opiniões divergem conduzindo a lados opostos: de um lado os que reconhecem a fotografia como arte e de outro, aqueles que a consideram uma mera técnica, e essa dicotomia opinativa levou à formação de dois grupos distintos, com a finalidade de garantir o mercado consumidor tanto na área artística como na difusão do trabalho técnico fotográfico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A polêmica atravessa a sociedade e é incentivada pela imprensa divulgando a criação da Société Française de Photographie (SFP) e a Exposição Universal de Paris que defendiam a fotografia como um campo da arte, em 1855. A Société Française de Photographie foi criada para divulgar as realizações, pesquisas e discussões sobre a fotografia, reforçando sua natureza artística frente a seus opositores. Era mantida por sócios e recebia contribuições de personalidades simpatizantes à causa, além de incentivar o patrocínio das indústrias de equipamentos ligados à fotografia, nas realizações em que o exercício fotográfico se desenvolvia em busca de uma linguagem artística própria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o outro grupo que vislumbrava a fotografia no campo técnico fundou a revista La Lumière, dirigida por Ernest Lacan, focaliza os interesses econômicos dos fotógrafos, a venda de suas obras (a fotografia), ou seja, a especulação privada, classificando as afirmativas da SFP como “simples clube de discussões”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Torna-se importante notar que a posição da Société Française de Photographie é ambivalente visto que organiza uma exposição fotográfica, simultaneamente à Exposição Universal de Londres, e cria um concurso, em 1856, com fins comerciais, trazendo à fotografia o status de Arte e dinamiza a divulgação como tal, ao mesmo tempo em que vincula em seu espaço de atuação a técnica e a indústria, uma vez que nela se apóia para se firmar no mercado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7347363154814376888#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Processo patenteado em 1841 por William Henry Fox Talbot pelo qual se utilizavam negativos sobre papel.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7067851141427407484?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7067851141427407484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7067851141427407484' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7067851141427407484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7067851141427407484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/02/fotografia-sob-um-olhar-neofito-parte.html' title='A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE II'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SaNPdukwjpI/AAAAAAAAAk0/4HXQGLtMsvI/s72-c/Louis+Daguerre+e+o+daguerreotipo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-4914403378881622866</id><published>2009-02-01T10:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T17:11:42.046-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A FOTOGRAFIA SOB UM OLHAR NEÓFITO - PARTE -I - HISTÓRICO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Por: Brigitte Luiza Guminiak &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SYX2Vcw7OVI/AAAAAAAAAkk/E_OydFFUKng/s1600-h/German+Lorca-+S%C3%A3o+Paulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297911385030342994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SYX2Vcw7OVI/AAAAAAAAAkk/E_OydFFUKng/s320/German+Lorca-+S%C3%A3o+Paulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo- German Lorca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensarmos sobre arte e tecnologia juntos pode, a princípio, parecer uma proposta estranha, mas, como ambas retratam o desenvolvimento humano no decorrer da história, acreditamos que possibilite traçar um paralelo em seus caminhos e talvez nos revele ainda mais sua aproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a ótica da arte, a fotografia vem travando ao longo de seu percurso o dilema de ser ou não arte, dada às técnicas empregadas para se reproduzir as imagens captadas no mundo real, e tratarmos aqui de pesquisar, ao menos em parte, este tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, em sua história, mostra-nos que sempre lançou mão de múltiplos recursos para sua execução, indo em busca tanto de suportes variados,quanto técnicas que assimilariam conhecimentos que vão desde a mumificação no Egito, construções de monumentos, castelos, fabricação de tintas e pincéis, litografia, xilogravura, off-set, etc. até, evidentemente, evoluir e atualizar seus métodos sempre encontrando na infindável criatividade humana novas e diferentes propostas. Não é o propósito neste instante relembrarmos passo a passo o caminho percorrido pela arte, e seria redundância pontuar que sempre esteve presente na vida do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interessantíssima história da fotografia acompanhou o contexto histórico da Revolução Industrial do Século XIX, encabeçada pela França e Inglaterra. Cronologicamente, temos que em 1827, na França, a descoberta da heliogravura&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7347363154814376888&amp;amp;postID=4914403378881622866#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; por Nicephore Niepce e em 1839 o processo positivo em papel, de Hypolyte Bayard e, também em 1839, encontramos Louis Jacques Mandé Daguérre inventou a Daguerreotipia&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7347363154814376888&amp;amp;postID=4914403378881622866#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, e na Inglaterra, de 1835, William Henry Fox Talbot apresentou a Calotipia&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7347363154814376888&amp;amp;postID=4914403378881622866#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, em 1832, na cidade de Campinas, São Paulo, Hercules Florence, criou a palavra FOTOGRAFIA para designar uma de suas descobertas, a gravação de imagens pela ação da luz, processo baseado no princípio da reprodutibilidade, como conhecemos hoje (negativo/positivo), cinco anos antes de John Herschel, a quem a história atribuiu a criação do vocábulo. Esse fato ficou oculto por 140 anos, somente sendo conhecido e reconhecido internacionalmente quando da publicação da obra “1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil” – Editora Duas Cidades, 1980, por Boris Kossoy. Dada a simultaneidade na descoberta tecnológica, torna-se difícil a identificação de um só inventor, de tal tecnologia, podendo-se, no entanto, afirmar que ela teve seus alicerces nesses inventores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão em torno da fotografia se acirrou na Europa, na década de 1830, haja vista a enfática declaração do pintor Paul Delaroche: “de hoje em diante, a pintura está morta” (Demanchy &amp;amp; Puyo, 1906, p.52). Essa afirmação demonstra o grande impacto que a invenção da fotografia causou no mundo das artes plásticas, mais precisamente, na pintura, que até então inclui a arte de retratar entre suas tarefas. Nos círculos mais conservadores da sociedade francesa e nos meios religiosos “a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguérre era condecorado com o título de ‘idiota dos idiotas’ (Damanchy e Puyo, 1906, p.32)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7347363154814376888&amp;amp;postID=4914403378881622866#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Heliogravura: &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de designação" href="http://www.workpedia.com.br/designa%E7%E3o.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Designação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de genérica" href="http://www.workpedia.com.br/gen%E9rica.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;genérica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; dos &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de processos" href="http://www.workpedia.com.br/processos.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;processos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de obtenção" href="http://www.workpedia.com.br/obten%E7%E3o.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;obtenção de imagem, &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por via &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de fotomecânica" href="http://www.workpedia.com.br/fotomec%E2nica.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;fotomecânica (processo de impressão no qual o clichê tipográfico é obtido pela fotografia),&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de formas" href="http://www.workpedia.com.br/formas.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;formas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de impressão" href="http://www.workpedia.com.br/impress%E3o.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;impressão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de gravadas" href="http://www.workpedia.com.br/gravadas.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;gravadas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; em oco, bem como dos &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de processos" href="http://www.workpedia.com.br/processos.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;processos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de impressão" href="http://www.workpedia.com.br/impress%E3o.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;impressão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; que &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de utilizam" href="http://www.workpedia.com.br/utilizam.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;utilizam&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; essas &lt;/span&gt;&lt;a title="Definição de formas" href="http://www.workpedia.com.br/formas.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;formas.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7347363154814376888&amp;amp;postID=4914403378881622866#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Daguerreotipia: trata-se do processo. fotográfico criado por Daguerre, e que consistia em fixar numa película de prata pura, aplicada ao cobre, a imagem obtida na câmara escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7347363154814376888&amp;amp;postID=4914403378881622866#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Calotipitia: (ou talbotipia) produzia imagens em negativo, a qual podia depois ser reproduzida ad aeternum em positivo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-4914403378881622866?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/4914403378881622866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=4914403378881622866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4914403378881622866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4914403378881622866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2009/02/historia-da-fotografia-brasileira-parte.html' title=''/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SYX2Vcw7OVI/AAAAAAAAAkk/E_OydFFUKng/s72-c/German+Lorca-+S%C3%A3o+Paulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-67943204095313834</id><published>2008-06-22T17:11:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:18.121-08:00</updated><title type='text'>QUE PERSPECTIVA A FENOMENOLOGIA DA ARTE PROPORCIONA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SF8GHa2dbrI/AAAAAAAAAVo/A2aVIARtsrU/s1600-h/1195256632_salvador_dali-+Aranha+da+Noite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214893618054917810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SF8GHa2dbrI/AAAAAAAAAVo/A2aVIARtsrU/s320/1195256632_salvador_dali-+Aranha+da+Noite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                                                                        &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Arannha da Noite - Salvador Dali&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                                            &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;       &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Por : Brigitte Luiza Guminiak&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Devemos tomar a Filosofia não como uma explicação do mundo, do Ser e sim como interrogação interminável das coisas no sentido de revitalização da percepção, não só da percepção em si, mas, sobretudo do Homem, de maneira que devemos reaprender a ver o mundo e nos voltarmos às coisas mesmas, na sua simplicidade, na sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao reaprendermos a ver o mundo direcionamos o sujeito a transcender a vida cotidiana de forma a reencontrar a “inocência perdida”, ir além ou aquém de toda a separação do sujeito e objeto, do eu e o outro em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o mundo de outra forma, desvelamos uma percepção oculta, uma experiência secreta cuja reativação possibilitaria voltar-se às coisas mesmas, ao simples, ao “inocente” que é intrínseco do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Filosofia e a arte juntas, não são produções estanques, mas tangem o Ser justamente no momento da criação. E a criação nada mais é que a realidade dada e a essência secreta que fundamenta o momento em que o Ser vem a ser. E para que o visível venha à visibilidade, exorta o pintor a pintar, para que a linguagem venha à expressão, pede o trabalho do escritor/poeta, para que o Ser do pensamento venha à inteligibilidade, requer o trabalho do pensador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o desvelamento desses trabalhos tange a intenção de exprimir alguma coisa para a qual não possuem modelo que garanta o acesso ao Ser, já que é a ação criadora que abre o caminho que dá acesso à experiência do contato do visível com o invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse instante fenomenológico em que o invisível permite o trabalho de criação do visível; o indizível, o do dizível; o impensável, o pensável, para surgir o jamais visto, jamais dito, jamais pensado, faz nascer a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa perspectiva de reaprender a ver o mundo, reaprender a ver a obra de arte, só a Fenomenologia da Arte proporciona, haja vista o sujeito e o objeto serem indivisíveis, como o são o corpo e a alma, o mundo e a consciência, a percepção e o pensamento. Antes de tudo se entrecruzam em dimensões simultâneas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-67943204095313834?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/67943204095313834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=67943204095313834' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/67943204095313834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/67943204095313834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/06/que-perspectiva-fenomenologia-da-arte.html' title='QUE PERSPECTIVA A FENOMENOLOGIA DA ARTE PROPORCIONA?'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SF8GHa2dbrI/AAAAAAAAAVo/A2aVIARtsrU/s72-c/1195256632_salvador_dali-+Aranha+da+Noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7070172143959059235</id><published>2008-05-26T20:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T20:10:20.741-07:00</updated><title type='text'>A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ESCRITOR É VIÁVEL OU É APENAS UM    LOBBY?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Por: Brigitte Luiza Guminiak&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tramita na Câmera dos Deputados desde 1998 o Projeto de Lei nº. 4641/98 que dispõe sobre o exercício da profissão de Escritor, autoria do Deputado Antonio Carlos Pannuzio (PSDB-SP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ultimo dia 07/05/08 o projeto foi rejeitado pela Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), cujo relator Tadeu Fillippeli (PMDB-DF) argumentou que não existe a profissão de Escritor. Na Classificação Brasileira de Ocupações, de 2002, os autores, roteiristas, críticos, poetas e redatores de textos técnicos, entre outras, pertencem a categorias profissionais que se valem da escrita, não justificando a criação da categoria de Escritor por não se encaixar em tais parâmetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu parecer, Fillippeli ainda ressaltou que a legislação vigente assegura os direitos dos escritores sobre suas obras e reconhece sua contribuição cultural ao País. "A Constituição determina que os autores têm direito exclusivo da utilização, publicação ou reprodução de suas obras", afirmou o relator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele observou ainda que a Lei nº. 9610/98 preserva os direitos autorais "Mediante contrato de edição, em que o editor fica autorizado a publicar a obra e explorá-la pelo prazo e nas condições pactuadas com o autor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto tramita em &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=109932"&gt;caráter conclusivo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se encarar esse projeto de lei com certa reticência. O  fato de ter sido aprovado pela Comissão de Educação e Cultura, e rejeitado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, configura uma forte evidencia de lobby por parte das universidades, principalmente as particulares, com o intuito de academizar a escrita, nos moldes da regulamentação dos profissionais de Informática ou então, quando criou as Faculdades de Comunicação, que praticamente anulou as Faculdades de Jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ligeira pesquisa na mídia e verificamos que não há um único parecer favorável ao projeto, exceto o do próprio Pannuzio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que a arte da escrita já vem inserida na grade curricular do curso de Letras (Licenciatura ou Bacharelado) só que não confere habilitação legal na escrita propriamente dita, embora seja o pré-requisito necessário para se concluir o curso como qualquer outro curso superior ou de pós-graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ainda ressaltar que na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho, os profissionais da escrita têm suas atividades descritas como autor-roteirista, crítico, escritor de ficção, escritor de não-ficção, poeta e redator de textos técnicos. Portanto o Projeto de Lei nº 4641/98 trata de um tema já previsto, e as referidas atividades, inclusive, protegidas pela Lei 9610/98 (Lei de Direitos Autorais). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta assim o viés dos grandes grupos educacionais com o vislumbre de altos lucros, sob o pretexto de criação de cursos para atender o mercado, sem se importarem com a qualidade dos ditos cursos fast-food e a correspondente qualidade do profissional formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem contrataria um Glossarista de nível superior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Classificação Brasileira de Ocupações descreve sumariamente as atividades dos profissionais da escrita como aqueles que “escrevem textos literários para publicação, representação e outras formas de veiculação e para tanto criam projetos literários, pesquisando temas, elaborando esquemas preliminares. Podem buscar publicação ou encenação da obra literária bem como sua divulgação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Referência Bibliográfica: Sites:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ministério do Trabalho e Emprego-MTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mtecbo.gov.br/busca/descrição.asp?codigo=2615"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.mtecbo.gov.br/busca/descrição.asp?codigo=2615&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Câmera dos Deputados - Portal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=122001"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=122001&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7070172143959059235?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7070172143959059235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7070172143959059235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7070172143959059235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7070172143959059235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/05/regulamentao-da-profisso-de-escritor.html' title='A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ESCRITOR É VIÁVEL OU É APENAS UM    LOBBY?'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-1460551891729478713</id><published>2008-05-03T18:27:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:18.319-08:00</updated><title type='text'>X FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VIDEO AMBIENTAL-FICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SB0SZIC2bzI/AAAAAAAAAU0/yqdX5qdWJvg/s1600-h/logo+X-fica_transparente.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196329767920889650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SB0SZIC2bzI/AAAAAAAAAU0/yqdX5qdWJvg/s320/logo+X-fica_transparente.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;POR: Brigitte Luiza Guminiak&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem início no dia 10/06/2008, em Goiás, Patrimônio Histórico da Humanidade, o X Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FICA nasceu em 1998 com o objetivo de incrementar o turismo, gerar empregos (diretos e indiretos), reaquecer a economia local, unindo arte e meio ambiente, chamando a atenção do Brasil e do mundo para a cultura e, principalmente, a preservação do meio ambiente. É realizado anualmente pela Agência Goiana de Cultura – AGEPEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário selecionado para o evento, a cidade de Goiás, às margens do Rio Vermelho e cercada pela Serra Dourada, contribuiu deveras para o sucesso do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual edição do FICA, acontecerá a partir de 10/06/08 a 15/06/08, com estimativa de público de 200mil pessoas nos seis dias de eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram inscritos, este ano, 412 filmes, podendo chegar a 430. Desse total 204 são nacionais e 208 internacionais de 50 países, entre produção e co-produção, o que mostra claramente que o Brasil está em um momento de intensa produção. O gênero dos filmes em sua maioria é de documentários, assim como em outras edições, com 317 inscritos. Seguido por 50 obras de ficção, 39 de animação e 6 séries televisivas. Na metragem, os curtas são o maior número, com 184 obras, 162 médias e com 66 inscrições de longas-metragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro tem o maior número de inscrições com 61 obras, seguido por Goiás com 48 e São Paulo com 34. Foram totalizados 16 Estados inscritos no X FICA. A surpresa fica por conta de Minas Gerais com 16 obras inscritas. Divididas por região, entre as 204 obras nacionais inscritas, o Sudeste vem em primeiro lugar com 117 obras, seguida pelo Centro Oeste com 62 obras, o Sul com 13, Nordeste com 11 e a região Norte vem com uma obra do Estado de Roraima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade do festival para 2008 é o incentivo ao cinema goiano no tocante à programação e, principalmente no cuidado com a formação de realizadores e de público. Além da exibição de filmes, estão sendo oferecidos 14 cursos e 4 oficinas. A maioria dos cursos e palestras é aberta à comunidade, apesar da preferência para estudantes ou profissionais da área de audiovisual nas oficinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta edição, a presidente da Agepel, Linda Monteiro, assumiu a função de coordenadora -geral do festival. Outra mudança no evento é a concentração maior das atividades de cinema no Centro Histórico da cidade de Goiás, com a inclusão do Lyceu de Goiás como espaço para a realização de cursos, além de uma maior utilização da Casa de Cora e a inclusão do antigo Matadouro, às margens do Rio Vermelho. O colégio Alcides Jubé continuará sediando o Cinemão, estrutura de exibição de filmes montada especialmente para o Fica como cinema alternativo ao Cine Teatro São Joaquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se o alto nível do elenco de diretores, professores e técnicos de cinema que vão participar das diversas atividades do X Fica, como o renomado crítico e escritor Jean-Claude Bernadett, nome influente no cinema nacional há mais de 40 anos, o crítico Inácio Araújo e a pesquisadora Stela Senra, entre outros. Outro convidado é o cineasta Cacá Diegues, que ganha uma mostra com vários filmes de sua carreira, os filmes como Orfeu Negro e Bye-Bye Brasil.&lt;br /&gt;São distribuídos R$ 240 mil em prêmios aos sete primeiros colocados além de menções honrosas aos participantes. Mas os grandes beneficiários são os moradores da cidade e o Estado, com a divulgação da cultura, culinária e possibilidades turísticas do Estado de Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes premiados são disponibilizados, a título de empréstimo, a escolas, cinemas, universidades e outras entidades, devendo para tanto encaminhar Oficio à Presidência da Agepel e agendar o período desejado. Para Goiânia, o prazo de devolução dos filmes é de uma semana. Para demais localidades os filmes tem um prazo de devolução de 15 a 30 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores informações: telefones: (62) 32014689 ou 32231313 ou diretamente no escritório do FICA: Praça Cívica nº. 2, Centro Cultural Marieta Telles, das 9:00 h às 17:00 h, ou ainda, por email: fica@fica.art.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-1460551891729478713?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/1460551891729478713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=1460551891729478713' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/1460551891729478713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/1460551891729478713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/05/x-festival-internacional-de-cinema-e.html' title='X FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VIDEO AMBIENTAL-FICA'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/SB0SZIC2bzI/AAAAAAAAAU0/yqdX5qdWJvg/s72-c/logo+X-fica_transparente.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-6816990734046353497</id><published>2008-03-09T19:34:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:18.407-08:00</updated><title type='text'>A PERCEPÇÃO- CONHECIMENTO E SENSIBILIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R9Seb9JKT9I/AAAAAAAAAPg/dcMIhce_QCk/s1600-h/faces-Percep%C3%A7%C3%A3o-+Princ%C3%ADpio+da+figura+e+fundo.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175936074862186450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R9Seb9JKT9I/AAAAAAAAAPg/dcMIhce_QCk/s320/faces-Percep%C3%A7%C3%A3o-+Princ%C3%ADpio+da+figura+e+fundo.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span 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Portanto, é fácil entender a frase de Sócrates: ”o homem é um animal político”. Etimologicamente, político vem de polis, que significa cidade, comunidade. E se vivemos em polis, nos relacionamos uns com os outros, convivemos, sendo que, é por intermédio dos sentidos que conhecemos o mundo e nele nos situamos e nos relacionamos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, tudo que nos cerca provoca ações e reações. E estas são advindas em decorrência dos órgãos sensoriais que desencadeiam a inferência das sensações que foram em nós provocadas pelo tato, pelas cores, sabores, odores e imagens. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Temos aí caracterizado os nossos comportamentos, tão intimamente relacionados com as percepções que temos do mundo exterior, captados através dos sentidos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A passagem do sensorial ao perceptivo se realiza no intelecto, onde se realiza a construção do conhecimento, e confere significação ao percebido, a partir das vivências de cada um.&lt;br /&gt;Segundo Chauí, é na percepção que o mundo adquire forma e sentido e, ambos, são inseparáveis em nós. Desta feita, a percepção envolve valores, desejos, paixões, ou seja, a nossa maneira de estar no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O “estar no mundo” abarca nossa história, nossa afetividade, nossa personalidade, nossa vida social, já que é a relação do mundo exterior com o nosso “eu”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Considerando a teoria do conhecimento, temos três acepções a respeito da percepção: a empírica, a racionalista e a fenomenologia do conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para a teoria empírica, todo conhecimento é percepção, tendo origem nas impressões (sensações, emoções e paixões) e nas idéias (imagens das impressões). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já para os racionalistas, o conhecimento como percepção do mundo deve ser evitada, pois não é confiável, já que a imagem percebida pode não corresponder à realidade do objeto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por fim, para a fenomenologia do conhecimento a percepção se realiza de uma vez só, sem partes, isto é, captamos sempre a totalidade do sentido de uma idéia ou de um objeto, sem necessitarmos da análise das partes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para a fenomenologia não há deformação ou ilusão na percepção, visto que a percepção é o relacionamento dos objetos conosco, por serem eles corpos e nós também. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido a percepção é explorada pelos meios de comunicação, haja vista atuar sobre o cérebro que recebe os estímulos sensoriais e desencadeia um processo de seleção, organização e interpretação desses estímulos. Esse processo pode ser decomposto em duas fases: a sensação, no qual os órgãos do sentido registram e transmitem os estímulos exteriores; e a interpretação, que permite organizar e dar um significado aos estímulos recebidos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dentre os estímulos recebidos e processados pelo cérebro, alguns podem ser classificados como ambíguos, possibilitando várias leituras, haja vista não corresponder a uma forma já reconhecida. São amplamente usados em testes para revelar a personalidade do sujeito e são eficazes na captação da atenção, preparando o sujeito para a recepção de uma mensagem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Cabe lembrar que os estímulos só são percebidos a partir de uma determinada intensidade, duração e sensibilidade do indivíduo, podendo ser chamado de limiares sensoriais, que desencadeiam algumas reações ou atitudes, almejadas pelos profissionais de comunicação e publicidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma prática corriqueira na área da comunicação e publicidade é a utilização da percepção subliminar, que estimula o cérebro a partir do subconsciente, não podendo ser usado para o condicionamento no campo consciente, pois as pessoas respondem a estímulos de diferentes maneiras, que não são percebidos e formados na consciência e induzem um comportamento, podendo ainda distorcê-lo em função da seletividade da percepção ou da predisposição pessoal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;____________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. Disponível em&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/mcrost02/convite_...Acessado%20em%2018/10/2007"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://br.geocities.com/mcrost02/convite_...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Acessado em 18/10/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERRANO, Daniel Portillo. Percepção. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Percepcao.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Percepcao.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Acessado em 18/10/2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-6816990734046353497?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/6816990734046353497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=6816990734046353497' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6816990734046353497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6816990734046353497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/03/duas-faces-ou-um-vaso-principio-da.html' title='A PERCEPÇÃO- CONHECIMENTO E SENSIBILIDADE'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R9Seb9JKT9I/AAAAAAAAAPg/dcMIhce_QCk/s72-c/faces-Percep%C3%A7%C3%A3o-+Princ%C3%ADpio+da+figura+e+fundo.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-81627288507661160</id><published>2008-03-01T17:25:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:18.551-08:00</updated><title type='text'>TROPICALISMO - MUITO MAIS QUE UM ESTILO MUSICAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R8oDpwZyJdI/AAAAAAAAAO4/t91fOBesRZ4/s1600-h/caetano_tempo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172951137891001810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R8oDpwZyJdI/AAAAAAAAAO4/t91fOBesRZ4/s320/caetano_tempo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Caetano Veloso -Criador do Tropicalismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na década de 1960, jovens artistas se mobilizaram na tentativa de criar uma nova linguagem musical diferente das que predominavam e um canal importante de divulgação dessas novas tendências musicais foram os festivais realizados pela Rede Record de Televisão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Entre esse grupo de jovens artistas figurava Caetano Veloso, Gilberto Gil, o grupo Os Mutantes e Tom Zé, apoiados em textos de Torquato Neto e Capinam e nos arranjos do maestro Rogério Duprat.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O termo tropicalismo surgiu da música de composição de Caetano Veloso, Tropicália e teve seu nascedouro no III Festival de Musica Popular Brasileira promovido pela Rede Record de Televisão, no ano de 1967, e é considerado, por alguns especialistas, como o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“último importante movimento cultural ocorrido no Brasil até o final do século XX” (CEREJA &amp;amp; MAGALHÃES – Literatura Brasileira. Atual. 2000. p.510).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto máximo do Festival foi a interpretação de Caetano Veloso da música Alegria, Alegria, que não foi classificada, mas gravada em compacto simples e no ano de 1968, foi lançado o LP que trouxe canções como Alegria alegria, No dia em que vim-me embora, a antológica Tropicália, Soy loco por ti América e Superbacana, considerado um manifesto do grupo participante do festival e a partir desse ano, o festival foi considerado totalmente Tropicalista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O movimento teve como base a Bossa Nova e as idéias do antropofagismo de Oswald de Andrade que inspirou o Movimento Modernista de 1922 (Manifesto Pau-Brasil), já que buscava “deglutir” as tradicionais composições de Chico Buarque e as músicas dos Beatles, com guitarras eletricas, os ritmos das canções de Vinicius de Morais e Tom Jobim e o regionalismo de Luiz Gonzaga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A música tropícalista se beneficiou com os arranjos de dois mestros eruditos Júlio Medaglia e Rogério Duprat, já que misturou o popular e o erudito, o berimbau e o cravo, a guitarra elétrica e o violino. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Além dos ideiais antropofágicos do Manifesto Pau-Brasil , o Tropicalismo foi influenciado também pelo CONCRETISMO da década de 1950, já que suas letras eram carregadas de elemento plástico, jogo linguístico e brincadeiras com as palavras, disposição dos versos e efeitos de som , um nítido reflexo do Concretismo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;CAMPEDELLI &amp;amp; SOUSA em Português - Literatura, Produção de Texto e Gramática, ao analisar a letra da música Alegria, Alegria apresenta os elementos estéticos criados, cuja combinação e contraste incluem a miséria, o passado, o desenvolvimento, a tecnologia industrial, os movimentos musicais brasileiros, o subdesenvolvimento e a paródia. A crítica política também se manifesta no trecho “por entre fotos e nomes/ sem livro e sem fuzil/ sem fome sem telefone/ no coração do Brasil.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há de se lembrar que o Movimento Tropicalista surgiu sob a égide da Ditadura Militar no Brasil, anos de chumbo, com o direito de manifestação e de imprensa restritos e a liberdade de expressão era cassada nos bastidores da Censura do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), da Polícia Federal. A censura era implacável e várias canções de Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, e outros integrantes do movimento, foram proibidas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Decretado o AI-5, conta CEREJA &amp;amp; MAGALHÃES, as estrelas da cultura brasileira desse período foram ‘convidadas’ a deixarem o país, e o Trpicalismo teve aí seu fim prematuro cujas marcas ainda podem ser observadas na produção cultural de hoje, especialmente na música, sendo o caso de compositores como Zeca Baleiro, com uma miscelânia original do samba, o regional nordestino e o heavy metal, e Carlinhos Brown dando abertura às tradições afro-brasileiras. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Tropicalismo foi visto por alguns críticos como um movimento vago, sem comprometimento político– social, haja vista que alguns outros artístas se manifestarem abertamente contra a ditadura militar da época sob o título de Canção de Protesto. Os Tropicalistas, realmente ressaltam que não tinham intenções de desencadear discussões polítíco-ideológico, pois acreditavam que a experiência estética-musical valia por si mesma, já que ela mesma era um instrumento social revolucionário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dada a forte repressão sofrida pelos integrantes do movimento, em face às circunstâncias conturbadas do peródo ditatorial, o segmento intelectualizado da sociedade rejeitou a proposta inovadora, considerando os representantes alienados. Somente depois de décadas passadas, o Tropicalismo passou a ser visto como um movimento cultural, prematuramente esvaziado, mas que deixou raizes na Música Popular Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura Brasileira. 2.ed.reform. São Paulo. Atual, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMPADELLI, Samira Youssef e SOUZA, Jésus Barbosa. Português - literatura, produção de textos &amp;amp; gramática. 3.ed., São Paulo, Saraiva, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SITES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAETANO VELOSO. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Veloso"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Veloso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Acessado em 21/02/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TROPICÁLIA. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropicalismo"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropicalismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Acessado em 20/02/2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-81627288507661160?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/81627288507661160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=81627288507661160' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/81627288507661160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/81627288507661160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/03/tropicalismo-muito-mais-que-um-estilo.html' title='TROPICALISMO - MUITO MAIS QUE UM ESTILO MUSICAL'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R8oDpwZyJdI/AAAAAAAAAO4/t91fOBesRZ4/s72-c/caetano_tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7004739097521493180</id><published>2008-02-24T16:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:18.832-08:00</updated><title type='text'>A IMPORTANCIA DA HISTÓRIA DA MÚSICA NO CURSO DE FILOSOFIA DA ARTE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170714954861719970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" height="236" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R8IR2xdVMaI/AAAAAAAAAOw/LTXNkCEeilM/s320/portinari.jpg" width="470" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;                                                         &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Portinari&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A História da Música se confunde com a própria história do desenvolvimento humano, já que é a forma mais primitiva de arte e é anterior a qualquer tipo de comunicação entre os homens por expressar emoções humanas que, às vezes, não são possiveis por palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música existe na natureza, por exemplo, o canto dos pássaros, a correnteza das águas, o sussurar do vento, o crepitar das chamas, o choro ou a risada, logo é um fenomeno natural e universal, tem existência autonoma, fazendo parte do processo da criação, pois dá significado a uma essência, tendo como caracterísca a poesia expressa por sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Shoppenhauer, conhecido pelas suas idéias pessimistas, a música tem um papel importante, pois, argumenta ele, há uma dialética entre o ouvinte e a música, isto é, o ouvinte não recebe a música como mensagem dirigida a todos, mas se identifica com ela, reconhecendo que na própria desgraça pode haver um sentimento profundo, o que equivale a racionalizar as dores e, ao mesmo tempo, aliviá-las, por meio da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Bono, a música é “a arte de manifestar os afectos da alma, através dos sons”, isto é, tendo em vista que os sons têm o poder de enleio, de vibrar o corpo e modificar o mundo ao seu redor trazendo à tona o subjetivo, desvela lembranças boas ou ruins provocando alivio ou sofrimento ao ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disciplina acadêmica, a história da música se insere na historia da arte e no estudo da evolução cultural dos povos, visto ser uma atividade artística essencialmente humana e possibilita compartilhar emoções e sentimentos, de acordo com o contexto socio-cultural vigente.&lt;br /&gt;Em 1957 Marius Schneider escreveu: “Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita européia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da história da música não podem ser dissociada do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música, com estilos totalmente diferentes, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda filosofia nasce de um contexto social, político, religioso, enfim cultural, e toda manifestação artística traz no seu bojo as idéias vigentes, seja de âmbito literário e /ou filosófico, a abordagem da História da Música no curso de Filosofia da Arte se mostra oportuna e imprescindível, tendo em vista ser ela uma linguagem universal, humana e estar ligada ao contexto histórico-cultural de cada povo, de cada sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;REFERÊNCIAS BILBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;SITES:&lt;br /&gt;WIKIPÉDIA-MÚSICA– Disponivel em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica#Hist.C3.B3ria_da_m.C3.BAsica"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica#Hist.C3.B3ria_da_m.C3.BAsica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Acessado em 24/01/2008.&lt;br /&gt;A IMPORTANCIA DA MÚSICA NA FILOSOFIA DE ARTHUR SCHOPENHAUER&lt;br /&gt;Disponível em&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://66.102.1.104/scholar?hl=pt-BR&amp;amp;lr=lang_pt&amp;amp;q=cache:f1CKu97ZWM8J:www.ufsj.edu.br/metanoia5/andre.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://66.102.1.104/scholar?hl=pt-BR&amp;amp;lr=lang_pt&amp;amp;q=cache:f1CKu97ZWM8J:www.ufsj.edu.br/metanoia5/andre.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;+&lt;br /&gt;Acessado em 24/01/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7004739097521493180?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7004739097521493180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7004739097521493180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7004739097521493180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7004739097521493180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/02/importancia-da-histria-da-msica-no.html' title='A IMPORTANCIA DA HISTÓRIA DA MÚSICA NO CURSO DE FILOSOFIA DA ARTE'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R8IR2xdVMaI/AAAAAAAAAOw/LTXNkCEeilM/s72-c/portinari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-1416112011025519651</id><published>2008-01-27T10:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:20.169-08:00</updated><title type='text'>A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL E A REALIDADE EDUCATIVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R5zNqDrvpGI/AAAAAAAAALo/yWfAy2-sf6c/s1600-h/ultima+ceia+digital+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160225395486729314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R5zNqDrvpGI/AAAAAAAAALo/yWfAy2-sf6c/s320/ultima+ceia+digital+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por: Brigitte Luiza Guminiak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia percebe-se a crescente necessidade de se pensar uma política pública que vise cuidar dos nossos bens culturais, confirmando as tradições e a preservação dos aspectos físicos e ambientais de forma que dêem suporte à existência de um processo de preservação das práticas culturais e instrumentos de identificação no sentido de valorizar a permanência das mesmas na sociedade local.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim, a Educação Patrimonial tem se revelado cada vez mais do maior interesse teórico e prático e a preservação de bens naturais e culturais se justifica para garantir certos direitos universais do ser humano, como: direito às condições materiais e espirituais de sobrevivência, à qualidade de vida, à memória, ao exercício da livre criação e o uso e fruto de bens culturais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No campo educacional, um adágio popular antigo diz que EDUCAÇÃO VEM DO BERÇO. Nada mais verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É no aconchego do colo familiar que as bases da educação são lançadas, como o respeito pelo outro e suas diferenças, a solidariedade, a valorização da vida presente, passada e futura, enfim os valores morais, religiosos e artísticos que norteiam o desenvolvimento do ser humano de forma completa e integral. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A comunidade escolar tem um papel complementar e seqüencial àquela recebida no lar. Sendo assim, a Educação Patrimonial preconizada na LDB e nos PCNs devem ser somente “adubos à semente já lançada” no seio familiar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96), no seu art. 26 enfatiza que a parte diversificada dos currículos do ensino básico deve observar as características regionais e locais da cultura dessa sociedade, o que abre espaço para a construção de uma proposta de ensino voltada para a divulgação do acervo cultural dos estados e municípios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já os Programas Curriculares Nacionais (PCNs) inovaram, pois introduziram a interdisciplinaridade na educação básica mediante a introdução dos chamados Temas Transversais, que deverão perpassar todas as disciplinas escolares. Pelo menos dois desses temas possibilitam o estudo do Patrimônio Histórico, por conseqüência, desenvolver projetos de Educação Patrimonial: o meio ambiente e a pluralidade cultural.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que já foram criados espaços normativos (a LDB e os PCNs) para que a escola vivencie experiências capazes de despertar nos alunos o interesse pelo conhecimento e pela preservação de nossos bens culturais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No entanto, é preciso que as secretarias de educação estaduais e municipais, em parceria com os órgãos de preservação (agencias de cultura, turismo, IPHAN) realizem cursos e atividades pedagógicas que instrumentalizem o professor com metodologia voltada à Educação Patrimonial.&lt;br /&gt;Só assim serão oferecidas condições efetivas para que a comunidade escolar se constitua numa opção de espaço privilegiado para o exercício da cidadania de crianças, adolescentes e jovens mediante o conhecimento e a valorização dos bens culturais que compõem o diversificado e rico Patrimônio Histórico Nacional, começando pelo Patrimônio mais importante para a formação da nossa identidade, a LÍNGUA, pois é com ela que transmitimos as lendas, as músicas, o folclore, os sentimentos nacionais e de amor à Pátria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que a Educação Patrimonial deve ter como um dos pilares a preservação, a valorização e o fortalecimento da Língua Portuguesa, nesta acepção, importa aqui, defender também, a trilogia índio, negro e branco, pois foram eles que constituíram o povo brasileiro, enriquecendo a língua que tornou-se comum aos três com a interação de suas culturas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A nossa Língua Portuguesa (a falada no Brasil) sendo a mistura de relações políticas, culturais, comerciais com outros países, deve ser preservada e respeitada por todos os falantes nacionais como o Patrimônio Cultural que unifica, caracterizando a identidade do povo brasileiro, constituindo-se um elo que liga o passado ao futuro do nosso povo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se que nós somos o que falamos. Falando, revelamos não só o que “pensamos”, mas também quem somos: nível cultural, posição social, o comportamento diante de situações etc. Enfim, passamos ao outro o nosso modo de ser e ver o mundo pela língua que falamos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A preservação do acervo literário inicia-se com a divulgação do mesmo, no sentido de fazer-se conhecer quem são os nossos pensadores e literatos, sua importância histórica e o seu legado para com a cultura e formação da unidade nacional. Pois ninguém valoriza o que não conhece.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O professor de Língua Portuguesa e Literatura é importante divulgador do processo sistemático de uma educação patrimonial, por ser fonte primária da Cultura popular e capaz de enriquecer o indivíduo e o coletivo, tornando-se um poderoso instrumento de reencontro do povo com suas origens através das artes literárias. Seu envolvimento no processo de fortalecimento da Cultura, é primordial, diria mesmo, fundamental para a construção de uma postura consciente e ativa no desenvolvimento da cidadania e da Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- REVISTA DO PATRIMONIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL– CIDADANIA - Brasília. IPHAN, nº. 24, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SITES:&lt;br /&gt;1- ORIÁ, Ricardo. Educação Patrimonial - conhecer para preservar.&lt;br /&gt;Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.educacional.com.br/articulistas/articulista0003.asp"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.educacional.com.br/articulistas/articulista0003.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; acessado em 13/12/2007.&lt;br /&gt;2 – QUEIROZ, Moema Nascimento. A Educação Patrimonial como Instrumento de Cidadania.&lt;br /&gt;Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=3562"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=3562&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Acessado em 13/12/2007.&lt;br /&gt;3 – COORDENADORIA DO PATRIMONIO CULTURAL DO GOVERNO DO PARANÁ – Educação e Preservação do Patrimônio Cultural. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=255"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=255&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Acessado em 13/12/2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-1416112011025519651?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/1416112011025519651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=1416112011025519651' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/1416112011025519651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/1416112011025519651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/01/educao-patrimonial-e-realidade.html' title='A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL E A REALIDADE EDUCATIVA'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R5zNqDrvpGI/AAAAAAAAALo/yWfAy2-sf6c/s72-c/ultima+ceia+digital+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7910954532457462609</id><published>2008-01-10T15:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:20.358-08:00</updated><title type='text'>NA RELIGIÃO DA ARTE QUAL A DIFERENÇA ENTRE O ARTESÃO E O ARTISTA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R4asPSsyuJI/AAAAAAAAALg/yvFu6XTD2LE/s1600-h/renoir-+paisagens+-Wargemont.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153996202289838226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R4asPSsyuJI/AAAAAAAAALg/yvFu6XTD2LE/s320/renoir-+paisagens+-Wargemont.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R4apVCsyuII/AAAAAAAAALY/5HfCOpC3jYY/s1600-h/HÃ©lio+Oiticica.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Renoir- Paisagens -Wargemont&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Brigitte Luiza Guminiak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média a Igreja utilizou-se da Arte com a finalidade de sacralizar e divinizar o mundo, com a intenção de aproximar o divino à criatura e fazendo crer de se tratar de algo imanente do HUMANO. A dimensão religiosa das artes deu aos objetos artísticos ou às obras de arte uma qualidade de transcendência, chamada por Walter Benjamim de “AURA”, sendo ela uma absoluta singularidade do SER, portanto, IRREPETÍVEL. A obra de arte possuída por uma AURA torna distante o que está perto, porque vai além da realidade, dando-lhe a qualidade da transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a origem religiosa transmitida às obras de arte deu-lhe uma qualidade transcendente mesmo quando se distanciaram da religião e se tornaram autônomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista se faz na transcendência, e com criatividade, em totalidade com o SER. A criatividade aliada à fantasia e à inspiração apreende a intimidade subjetiva do artista, desaguando na execução da obra. Um desaguar de singularidade, que em um segundo momento criativo não se repete. O artista vive dentro de si o assunto ou a obra. Um está contido no outro. Não há como repetir o sentimento, as angústia, as alegrias daquele momento único e inefável, o momento da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista não imita a Natureza, antes, liberta-se dela, pois cria uma realidade humana e espiritual, por meio da criatividade, e assim ele se aproxima do Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido novo da obra de arte é expresso pelo artista e a institui como parte da cultura, pois sendo um ser social reflete sobre a sociedade, voltando-se para ela, seja para criticá-la, afirmá-la ou superá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifica-se então que o artesão difere do artista, pois aquele concebe à arte um caráter imediatista e mimético visto não extrapolar o pensamento de si, separando o interior do exterior, numa visão do “eu” separado da arte, e inconscientemente, questiona esse fato, vez que, para ele a obra é mera “thécne” , sem poiesis, simples imitação da Natureza, logo, desprovida de transcendência, já que domina a “thécne” destituída da “poiesis”, da transcendência, da aura singular que reveste o momento criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “thécne” do artesão pode se constituir num “perigo supremo”, segundo Heidegger, haja vista propiciar o ocultamento do SER, levando a que o homem não encontre a sua face na obra, a sua essência, mas apenas o desvelamento da “thécne”. Esse perigo pode ser evitado se se unir “thécne” e “poiesis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que caracteriza a obra de arte e a diferencia de uma produção artesã é a capacidade de fazer aparecer a verdade e não unicamente uma imitação da natureza, visto que o artista revela por meio da obra de arte aquilo que o mundo tem de primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista se vale do material para revelar a verdade já contida no material, para o artesão, esse processo não ocorre, pelo fato do imanente não se encontrar com o transcendente, a thécne não se une à poiesis, o pro-duzir se materializa no mundo exterior, sem envolvimento do mundo interior, de forma prática e desmistificada. Para o artesão não há o SOFRER, O VIVER a obra, somente o FAZER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- MELO, Marcelino Peixoto. Tópicos em Artes Plásticas: Leituras e Releituras da Obra de Arte. UFMG, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- PRATES, Eufrásio. Passeio Relâmpago pelas Idéias Estéticas do Ocidente.&lt;br /&gt;Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/Eureka/8979/estetica.htm"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.geocities.com/Eureka/8979/estetica.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- SERRA, Paulo. O Designe na era da Informação. Universidade de Beira Interior.&lt;br /&gt;Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-design-era-informacao.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-design-era-informacao.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7910954532457462609?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7910954532457462609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7910954532457462609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7910954532457462609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7910954532457462609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/01/na-religio-da-arte-qual-diferena-entre.html' title='NA RELIGIÃO DA ARTE QUAL A DIFERENÇA ENTRE O ARTESÃO E O ARTISTA?'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R4asPSsyuJI/AAAAAAAAALg/yvFu6XTD2LE/s72-c/renoir-+paisagens+-Wargemont.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-914238593503837857</id><published>2008-01-01T12:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:20.502-08:00</updated><title type='text'>A Filosofia Tomista_Aristotélica e a Importância da Luz na Arquitetura das Catedrais Medievais- Parte III</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qiLCsyuGI/AAAAAAAAALE/O_jyxpvuigk/s1600-h/540px-Sainte-Chapelle-Rose-window.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150607434438588514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qiLCsyuGI/AAAAAAAAALE/O_jyxpvuigk/s320/540px-Sainte-Chapelle-Rose-window.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;AS CATEDRAIS E A IMPORTÂNCIA DA LUZ NA ARTE MEDIEVAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte medieval tem o seu foco no religioso, fundamentado na Criação e no Cristianismo. Foi financiada, na maioria das vezes pela Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O pensamento medieval é arquitetônico, vez que construir é produzir, gerar espaços e lugares que propiciem um patamar e uma circunstância que una a terra ao céu, o Homem ao Divino, formando unidade. Habitar a construção é guardar o divino e resguardar o Homem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para o medieval, a arquitetura é a produção do espaço propício que conduz o Homem à sua fonte criadora, à origem e o guarda para que a plenitude da obra se consuma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As igrejas constituíram a mais eloqüente manifestação da arquitetura medieval. Dois grandes estilos arquitetônicos foram consagrados: o românico e o gótico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura românica teve seu apogeu no Século XI, aparecendo os mosteiros, castelos e igrejas. Refletia o mundo feudal teocêntrico: o castelo representava a segurança terrena (o feudo) e a catedral (fortaleza de Deus), a segurança espiritual, ou seja, enfatizava-se ao mesmo tempo o poderio da nobreza e da igreja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A catedral românica é maciça, pesada, de linhas simples. Seu interior é sombrio, criando uma atmosfera de segurança e tranqüilidade, propícia à submissão e à devoção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A catedral gótica, banhada de luz e cor, decorada com pinturas e esculturas, significava mais do que um templo para o homem medieval: era sua escola, sua biblioteca, sua galeria de arte, o ponto de encontro do homem com o divino. Era a casa do povo, o próprio coração da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura da catedral gótica é pensada para a inclusão de todos, a universalidade, compreensão total do universo, completo, o que abarca tudo e isso culmina no céu, a abóbada. O homem medieval vê a vida vinda do alto, o que providencia a conexão com a luz divina. Millet em Luz Revelando Arquitetura considera que o “céu providencia a conexão com a luz divina [...] até mesmo antes de qualquer valor religioso ter sido atribuído ao Céu, ele revela a sua transcendência. O céu simboliza transcendência, poder e o simples desafio de existir. Ele existe porque é alto, infinito, imóvel, poderoso”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um elemento importante na arquitetura das catedrais góticas é a luz, usada para ligar os aspectos espirituais da vida às forças divinas. Esse aspecto sagrado está relacionado à experiência das conexões cósmicas, por exemplo, o aspecto sagrado da mudança temporal expressa em locais especiais como as catedrais e basílicas. Lugares que oferecem conforto, silêncio, introspecção em contraste com as condições exteriores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A luz revela a edificação, suas intenções, seus espaços, suas formas e seus significados. Luz revela a arquitetura e, no melhor dos casos, arquitetura revela a luz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A catedral gótica, como imagem do mundo, no contexto medieval, representa nitidamente dois mundos: o de fora, onde a história da salvação é vivenciada, e o de dentro, onde tudo é espaço, descanso, paz, grandiosidade, pura luz que vem do alto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nas igrejas católicas medievais, a cosmologia levou a um sistema de símbolos diferentes, na qual a luz do dia e a luz das velas revelam a representação da posse de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A interação entre a luz divina e a luz terrena ocorre dentro das catedrais para que todos possam ver e experimentar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ruskin descreveu o templo medieval como sendo “em toda parte um tipo da igreja invisível de Deus”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No interior das catedrais góticas o homem recebe uma impressão religiosa de qualquer tipo, é tocado pela majestade das imagens dos apóstolos e de Deus que os envia e olha para baixo. A luz nas catedrais góticas medievais é divina, cintilante, brilhante, pura, parece ser a luz do paraíso.&lt;br /&gt;Para os Séculos XII e XIII, as catedrais foram a fonte e a essência de toda beleza visual. Para o pensador medieval a beleza não era um valor independente dos outros, mas a radiação da verdade, o esplendor da perfeição de Deus, e da qualidade das coisas que refletem sua origem no Criador. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Durante o mesmo período em que foi construída a catedral de São Marco, a luz divina também se revelou na Catedral de Notre Dame (1194 -1120) na França, através dos vitrais manchados das janelas. A luz do dia era transformada ao traspassar os vitrais coloridos, tornando–se, para devotos medievais, a própria luz divina, pois todo o interior é inundado pela luz colorida. Todos aqueles que adentrarem na catedral podem se banhar nesta luz divina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira o sagrado, nas catedrais medievais, é expresso pelo tamanho da construção, pela qualidade da luz e pelas imagens. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A luz pode nos levar além do finito, do tempo e do espaço que conhecemos como mortais, no instante em que somos movidos a imaginar sobre o universo e refletir sobre o nosso papel dentro desse contexto. Um pequeno feixe de luz pode nos encorajar a assumir a missão a nós reservada pelo Criador. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nossas vidas estão intimamente ligadas à luz. Nós literalmente não podemos viver sem ela. É uma das forças básicas e imutáveis da natureza, gera e anima a vida na terra. O sol, fonte de luz e calor, sustenta a vida vegetal, proporcionando, portanto, alimento para a vida animal, inclusive o homem. No período medieval as luzes das estrelas e da lua definiam a noite – partes de algo maior do qual nós somos uma minúscula parte. Os mistérios eram abertos para os assombramentos e mitos carregavam suas mensagens. Ao anoitecer, a luz era rara, e a noite era coberta de mistério. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Luz tem claramente a capacidade de modificar a matéria. Se ela pode mudar a matéria física de nossos corpos, então por que não também nossos pensamentos e sentimentos? E a arquitetura gótica depende da luz. Como a luz revela as formas arquitetônicas e os espaços produzidos por ela, ela simultaneamente revela o significado e as intenções que são liberadas através do processo de concepção, projeto e construção. Estes significados são tanto particulares como universais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A linguagem natural da luz e da escuridão é uma poderosa unidade com a qual se expressa significado na arquitetura. Luz, na revelação da arquitetura, simultaneamente revela o significado no edifício, sendo este sublime ou banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;1- Revista Scientific American Brasil – Gênios das Ciências – Aristóteles- Nº. 10 &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2 – VICENTINO, Cláudio. História Geral. São Paulo, Scipione, ed.9. 2002. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;3 - ABAURRE, Maria Luiza; PONTARA, Marcela N.; FADEL, Tatiana. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 1.ed., v.único.2000. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;4 - PIEPER, Josef. Luz Inabarcável – o elemento negativo na Filosofia de Tomás de Aquino. Disponível em &lt;a href="http://www.hottopos.com/convenit/jp1.htm"&gt;http://www.hottopos.com/convenit/jp1.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;5 – MILLET, Marieta S. Luz Revelando Arquitetura. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5656/livro/menu.htm"&gt;http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5656/livro/menu.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;SITES:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EscolÃ¡stica"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/EscolÃ¡stica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/worth_2001/a_escolastica_otomismo.htm"&gt;http://br.geocities.com/worth_2001/a_escolastica_otomismo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_MÃ©dia"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_MÃ©dia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-914238593503837857?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/914238593503837857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=914238593503837857' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/914238593503837857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/914238593503837857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/01/filosofia-tomistaaristotlica-e.html' title='A Filosofia Tomista_Aristotélica e a Importância da Luz na Arquitetura das Catedrais Medievais- Parte III'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qiLCsyuGI/AAAAAAAAALE/O_jyxpvuigk/s72-c/540px-Sainte-Chapelle-Rose-window.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-4974626445551862490</id><published>2008-01-01T12:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:21.057-08:00</updated><title type='text'>Filosofia Tomista-Aristotélica e a Importância da Luz na Arquitetura das Catedrais Medievais- Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qhFysyuFI/AAAAAAAAAK8/TP7dPhWJ9zQ/s1600-h/450px-Notredame8b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150606244732647506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qhFysyuFI/AAAAAAAAAK8/TP7dPhWJ9zQ/s320/450px-Notredame8b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ARISTÓTELES E TOMÁS DE AQUINO NO PENSAMENTO MEDIEVAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa só conheceu a importância da filosofia de Aristóteles a partir do século V e VI quando apareceram as primeiras bibliotecas e a nobreza passou a ler em grego. Com o surgimento das universidades, que quebraram o monopólio educacional da Igreja, a filosofia aristotélica foi traduzida do grego para o latim e do árabe para o latim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Os pensadores europeus do século XIII, cujo modelo era Tomás de Aquino, encontraram nos textos de Aristóteles não somente o vigor de um pensamento filosófico desconhecido até então, mas, sobretudo, o corpo de uma obra científica que eles consideraram a realização da ciência da época antiga. [...] Apesar de ter sido visto com suspeita pelas autoridades eclesiásticas, esse “Aristóteles dominicano” dominou rapidamente toda a vida intelectual européia, transformando-se no obstáculo mais formidável para a renovação do pensamento”. (Scientific American Brasil-Aristóteles) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até o século XIII, o ocidente foi marcado pelo pensamento de Agostinho, o qual colocou a fé acima de tudo, até acima do conhecimento, o teocentrismo cristão. Segundo a teologia agostiniana, a natureza humana é, por essência, corrompida, estando na fé em Deus a remissão, ou seja, a salvação eterna. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Essa visão pessimista em relação à natureza humana foi substituída por uma concepção mais otimista e empreendedora do homem, a filosofia escolástica, que preconizava que o progresso do ser humano não dependia apenas da vontade de Deus, mas do esforço do próprio homem, desse modo tentava assimilar as transformações sociais e preservar os valores da igreja e do feudalismo para assegurar a supremacia da igreja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com a análise minuciosa das obras de Aristóteles e inspirado na teologia cristã, Tomás de Aquino elaborou a Summa Theologica, (obra que discorre sobre vários assuntos) defende maior autonomia da razão na obtenção de respostas, apesar de não negar a importância da fé. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em Tomás de Aquino, o foco se dá na Criação. Por toda a parte se dá a participação do todo no ato criador de Deus. Assim, não há nada que não seja Criatura (Creatura), a não ser o próprio Criador (Creator). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Todas as coisas são criaturas (Creatura), não somente a alma e o espírito, mas todas s coisas pertencentes à realidade do mundo visível. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tomando por base a afirmação de que a idéia de que tudo o que pode ser objeto do conhecimento humano, ou é Criatura (Creatura), ou é Criador (Creator), temos que não somente o pensado pode chamar-se, em sentido estrito, de verdadeiro, mas as coisas reais são, de fato, algo pensado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, poderia se falar de essência das plantas ou de essência do homem, porque (e na medida em que) Deus concebeu as coisas, por isto (e nessa medida) é que elas possuem uma essência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na obra Summa Theologica I, 45, 7, Tomás de Aquino afirma:&lt;br /&gt;“Na medida em que ela (Criatura) possua uma forma e uma qüidade, ela reproduz (repraesentat) a Palavra, na mesma medida em que a forma da obra de arte provém do projeto do artista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, as coisas são reais e verdadeiras no divino e no humano, ou seja, a realidade natural está entre o intelecto divino e o intelecto humano. Tomás deixa claro o duplo conceito de verdade das coisas: o ser-pensado por Deus e a inteligibilidade para o espírito humano. Destarte, a frase “as coisas são verdadeiras” significa em primeiro lugar, que as coisas são criadoramente pensadas por Deus e, segundo, que as coisas são por si mesmas acessíveis e apreensíveis para o conhecimento humano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte, a Criatura (o homem e as coisas) por ela mesma não é nada. A Criatura enquanto em modo de desvelamento do real, desvelamento do ser, está em processo de criação. Daí dizer que tem tripla existência: em Deus, em si mesmo e no pensamento (intelecto). Está, pois implícito, que há três níveis de arte na criação: o poder e a sabedoria criadora de Deus; o poder e a sabedoria criadora do Homem e o poder e a sabedoria criadora da natureza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, no universo, tudo emana de Deus e tudo retorna para Deus, porque as coisas e o homem são criaturas, que remetem em sua essência ao projeto divino. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No período medieval, a criação do universo e do homem foi intensamente retratada no interior das catedrais e basílicas, desde as cúpulas e abóbadas, até os altares e paredes laterais que, juntamente com os sermões, tinham a finalidade de catequizar os fiéis, pois o analfabetismo era generalizado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-4974626445551862490?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/4974626445551862490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=4974626445551862490' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4974626445551862490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4974626445551862490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/01/filosofia-tomista-aristotlica-e_01.html' title='Filosofia Tomista-Aristotélica e a Importância da Luz na Arquitetura das Catedrais Medievais- Parte II'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qhFysyuFI/AAAAAAAAAK8/TP7dPhWJ9zQ/s72-c/450px-Notredame8b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7227412843513505631</id><published>2008-01-01T12:12:00.001-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:21.451-08:00</updated><title type='text'>A Filosofia Tomista-Aristotélica e a Importância da Luz na Arquitetura das Catedrais Medievais- Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qfpysyuEI/AAAAAAAAAK0/p8WcDIDKTls/s1600-h/380px-Koelner_Dom_Innenraum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150604664184682562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qfpysyuEI/AAAAAAAAAK0/p8WcDIDKTls/s320/380px-Koelner_Dom_Innenraum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qfdSsyuDI/AAAAAAAAAKs/E6k4Ht-ezOY/s1600-h/380px-Koelner_Dom_Innenraum.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autora: Brigitte Luiza Guminiak Sousa – Graduada em Língua Portuguesa e Literatura, Pós-graduada em Gestão de Políticas Públicas, Pós-graduanda em Filosofia da Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: este trabalho apresenta as inovações artísticas arquitetônicas introduzidas na Idade Média, com ênfase na utilização da luz e o seu significado no contexto medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras-chave: Idade Média – Filosofia -Arquitetura- catedrais – luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a queda do Império Romano observou-se também um colapso nos valores culturais e religiosos na Europa, ocasionando a ascensão do cristianismo na região, marcando sobremaneira o início de um novo período, a Idade Medieval. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;È bom salientar que a Idade Média, ou o mundo medieval, é um período histórico afeto apenas à Europa e não a toda a humanidade, vez que a população era pequena em relação aos poderosos e dinâmicos centros muçulmanos, e ficava afastada da rota do comércio que passava pelo Mediterrâneo, rumo ao Oriente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Idade Média sempre foi apresentada à sociedade sob uma ótica obscurantista e opressora da Igreja. No entanto, a idéia de homem e humanidade nasce na Idade Média. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Idade Média é uma invenção moderna, assim como o moderno é uma invenção medieval, aliás, a palavra modernus começou a ser usado no século XII. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Grandes inovações científicas e tecnológicas se verificaram nesse período, como a invenção da imprensa (prensa móvel) por Gutenberg, o surgimento das primeiras universidades (por volta de 1200 - a de Paris, Coimbra, Bolonha e Oxford), a invenção de grandes relógios mecânicos que transformaram a noção de tempo nas cidades. A criação dos óculos também ocorreu nesse período. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Houve também avanços nas técnicas de serralheria, fundição de ferro, utilização de moinhos d’água, a invenção das caravelas que possibilitou a expansão marítima. Popularizaram-se instrumentos como a bússola e o astrolábio, fundamentais no sistema de orientação nas grandes navegações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A descoberta da América ocorreu nesse período, bem com a teoria heliocêntrica, de Copérnico.&lt;br /&gt;Goff afirma em sua obra Reflexões sobre a história (1986) que é nesse período que se originaram elementos importantes da atualidade, como a matriz de nossas cidades, a maneira de nos relacionarmos e de constituirmos família. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais características da Idade Média é a sua intensa religiosidade, visto que para o homem medieval o sagrado era reconhecido como encarnado no quotidiano dos homens e mulheres e o apelo da religião reunia a todos e em todas as regiões da Europa, formando a consciência de um povo único, o povo celeste. Essa capacidade de pensar e agir em conjunto deve-se ao fato de que o sentido da transcendência arrancava o indivíduo da sua condição particular e impulsionava-o a um ideal absoluto, tal como uma terra santa a ser libertada (as Cruzadas), uma igreja a ser construída ou um herege a ser queimado na fogueira (Inquisição). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É necessário observar que a Igreja imprimiu nos ideais do homem medieval os valores teológicos de uma visão de mundo que lhe era conveniente no contexto social da época: um mundo desigual e dividido em estamentos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim, o clero se uniu aos senhores feudais reforçando seus privilégios e domínios e oferecendo ao povo a promessa do paraíso celeste, mas em outra vida, não na vida terrena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Filosofia que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos sofreu influências da cultura judaica e cristã, a partir do século V, quando pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, na tentativa de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico da Igreja, que se consolidava na Europa. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada passaram a fazer parte de temáticas filosóficas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O pensamento filosófico marcante desse período, ficou conhecido como a Escolástica (ou Escolasticismo), que pode ser definido, como o conjunto de elaborações filosóficas dos doutores da Igreja , ao longo da história , notadamente na Idade Média ( do séc. IX (ao séc. XVII), que busca conciliar as verdades de fé (as verdades reveladas) com a razão humana. Dessas elaborações, a Igreja seleciona aquele conjunto de doutrinas que compõe a chamada filosofia perene; sempre sob a autoridade do Santo Padre e o Colégio Episcopal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Escolástica surgiu da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade. Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé. Esta linha vai do começo do século IX até o fim do século XVI, ou seja, até ao fim da Idade Média. Este pensamento cristão deve o seu nome às artes ensinadas pelos escolásticos nas escolas medievais. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7227412843513505631?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7227412843513505631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7227412843513505631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7227412843513505631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7227412843513505631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2008/01/filosofia-tomista-aristotlica-e.html' title='A Filosofia Tomista-Aristotélica e a Importância da Luz na Arquitetura das Catedrais Medievais- Parte I'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/R3qfpysyuEI/AAAAAAAAAK0/p8WcDIDKTls/s72-c/380px-Koelner_Dom_Innenraum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-8825899341084824349</id><published>2007-11-15T17:26:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:36:21.817-08:00</updated><title type='text'>DANÇA - O QUE CRIA? O QUE ESTABELECE?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RzzymNQWoPI/AAAAAAAAAJw/SMyO3agyoNs/s1600-h/danÃ§a+contemporanea+3+pook_art.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133244413502726386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RzzymNQWoPI/AAAAAAAAAJw/SMyO3agyoNs/s320/dan%C3%A7a+contemporanea+3+pook_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num mundo eminentemente materialista, a valorização do corpo, precipuamente, está se tornando a única dimensão humana a ser explorada, já que a conscientização do corpo permite estabelecer o que se quer fazer com ele, numa percepção cada vez mais individualizada e otimizada da própria imagem no mundo moderno. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se antes o corpo era considerado um problema, já que era necessário controlá-lo, impondo limites à expressividade corporal, por ser considerado inferior à alma e liberá-lo significava aderir à lascívia e à luxúria, na contemporaneidade, a visão e o entendimento do próprio corpo vem tomando uma dimensão cada vez mais cativa, já que expressa autoconhecimento, além de ser uma forma de se relacionar com o mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim considerando, a dança, ou o “estado de dança” em que se encontra um dançarino, pode ser conceituado como um estado de felicidade, ao qual o corpo se abandona. É um largar-se á vida em espontaneidade, em graça e harmonia para com a imagem dele mesmo. É uma poética corporal, o “eu lírico” que se expressa em forma de gestos, movimentos rítmicos com ou sem a música. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos harmoniosos da dança criam sensações de liberdade, emoção que enleia e libera os sentidos antes controlados e reprimidos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Embora sendo gestos reais, apresentados com técnica e destreza, a dança é imaginária, virtual, já que não é o corpo real que gesticula, mas a personagem criada pela dança, com emoções, expressividade, intenções próprias da personagem, formulando um mundo ilusório, outra realidade vivida pelo corpo que dança. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133247677677871362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rzz1kNQWoQI/AAAAAAAAAJ4/Gaq08EFZhac/s320/dan%C3%A7a+contemporanea+1+por+Gafarferet.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para Weil e Tompakow em "&lt;em&gt;O Corpo Fala" &lt;/em&gt;(2007:259) é impossível tornarmos-nos conscientes das nossas posturas e querermos controlá-las, pois o conhecimento de nós mesmos faz com que queiramos nos libertar dos reflexos condicionados e nos apropriarmos de nós mesmos e isso a dança proporciona, já que cria uma linguagem silenciosa do corpo traduzindo a verdade nua e crua acerca dos sentimentos e emoções, estabelecendo uma relação de conhecimento do mundo em harmonia com o Ser. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que o corpo que dança executa movimentos cinéticos que sensibilizam tanto quem os assiste como o próprio dançarino, já que utiliza uma linguagem simbólica que transcende a simples técnica, haja vista ser motivada pela imaginação do movimento expressivo despertando encanto, desejo e emoção. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A dança sobreviveu às imposições religiosas da antiguidade, quando passou a ser encarada como uma manifestação do Mal e do pecado, dando uma conotação puramente sexual e demoníaca, muito embora fosse apresentada em festejos religiosos e apreciada em sarais aristocráticos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A evolução cultural proporcionou à dança oportunidade de pensar o próprio corpo, seus limites, seus medos e a imagem que se tem e se faz desse corpo, transformando o movimento, o gesto em um pensar diferenciado do próprio ato de pensar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E pensar o corpo em movimento e o seu significado tem que ser analisado no momento da realização da dança, já que o estado de dança se esgota nele mesmo, isto é, o momento da realização da dança não se repete, ela se finda no final do ato. A técnica pode ser repetida, mas a expressividade, a emoção, o encanto, dificilmente se repetirão numa segunda apresentação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A efemeridade do movimento significativo revelado no estado de dança pode ser entendida como uma disposição humana a uma vida feliz, destituída de amarras e limites e como uma forma de conhecimento do mundo e do outro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Essa nova postura frente ao pensar a dança oferece um exercício inovador, pois reivindica novos entendimentos estéticos, morais e até mesmo políticos, o que proporciona uma discussão acerca do movimento e das relações entre corpo e mente, corpo e mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;______________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;WEIL, Pierre e TOMPAKOW, Roland. O Corpo Fala- a linguagem silenciosa da comunicação não-verbal. Petrópolis, 62ª ed. Vozes, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEYER, Sandra. Dança e Filosofia ? Disponível em &lt;a href="http://www.culturaemrede.org/critica.php?id=9"&gt;http://www.culturaemrede.org/critica.php?id=9&lt;/a&gt;, acessado em 03/11/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVELLAR, Marcello Castilho. O Corpo é a memória da dança. Disponível em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://idanca.net/2007/06/14/encontro-danca-minas-gerais/"&gt;http://idanca.net/2007/06/14/encontro-danca-minas-gerais/&lt;/a&gt;, acessado em 03/11/07 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-8825899341084824349?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/8825899341084824349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=8825899341084824349' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8825899341084824349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8825899341084824349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/11/dana-o-que-cria-o-que-estabelece.html' title='DANÇA - O QUE CRIA? O QUE ESTABELECE?'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RzzymNQWoPI/AAAAAAAAAJw/SMyO3agyoNs/s72-c/dan%C3%A7a+contemporanea+3+pook_art.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-6380198368945065436</id><published>2007-10-25T16:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:21.982-08:00</updated><title type='text'>PRIVILÉGIO INDIGESTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RyEv9Ui38eI/AAAAAAAAAJo/eDPCyc8VCK8/s1600-h/O+Pensador.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125430581457842658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RyEv9Ui38eI/AAAAAAAAAJo/eDPCyc8VCK8/s320/O+Pensador.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Verificando minhas correspondências eletrônicas, uma me chamou a atenção e me causou um profundo sentimento de discriminação social. A correspondência era de cunho profissional, mas o impacto do conteúdo atingiu principalmente todo o povo goiano. E me provocou uma reflexão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O que motiva um senador e sua esposa a encarar uma sala de aula em uma faculdade, é sem dúvida o aprimoramento curricular, com fito de qualificação junto a seus pares na Casa Legislativa, colocando-o em nível de igualdade aos demais, para melhor acompanhar as decisões que envolvem investimentos e recursos para o Estado de Goiás, já que a rapinagem anda solta por lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, uma iniciativa louvável e recomendável a uma autoridade representativa do povo, já que ali chegou graças aos milhares de votos que lhe foram creditados, inclusive o meu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que não é louvável é o senador Marconi Perillo e sua esposa, Valéria Perillo, terem o privilégio de uma sala e horários exclusivos no curso de Direito, da Faculdade Alves Faria, em Goiânia.&lt;br /&gt;Sem sombra de dúvida o fato causa constrangimento à comunidade universitária, pela discriminação social que está embutido neste ato.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em razão de esta prática ferir os princípios constitucionais previstos nos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, especificamente, art. 5º e seus incisos, é que o Ministério Público Federal ajuizou Ação Civil Pública na 9ª Vara Federal de Goiânia contra a Faculdade, por entender que o tratamento dispensado ao senador e sua consorte, se deu em razão de sua função pública, sem fundamentação jurídica para tal, já que não há previsão legal na Constituição Federal e nem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Faculdade alega que por se tratarem das pessoas do Senador Marconi Perillo e sua consorte, se estivessem em sala de aula comum com os demais alunos seriam assediados em demasia, o que prejudicaria o andamento normal das aulas e o aproveitamento dos conteúdos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Num vislumbre mais reflexivo, a atitude do nobre senador e sua esposa, é no mínimo, antiética, haja vista ser depositário da confiança e admiração popular, confirmada recentemente nas urnas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então por que se apartar dos demais estudantes, provavelmente eleitores do senador?&lt;br /&gt;Evidentemente a convivência justaposta com os estudantes seria uma rara oportunidade que o ilustre senador teria para conhecer os anseios da classe estudantil e trabalhadora, como também se inteirar das dificuldades e incertezas que todos os estudantes universitários enfrentam no que diz respeito ao mercado de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O convívio seria salutar ao casal vip, até porque proporcionaria bons e úteis conceitos de solidariedade, igualdade perante as leis, honestidade e respeito a toda e qualquer classe social, além de protagonizar um comportamento exemplar à classe política.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Resta ainda uma pergunta que não quer calar: serão eles os únicos agentes políticos no Brasil a usufruir de tal privilégio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Conselho Federal da OAB- &lt;a href="mailto:informativo@oab.com.br"&gt;informativo@oab.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-6380198368945065436?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/6380198368945065436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=6380198368945065436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6380198368945065436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6380198368945065436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/10/privilgio-indigesto.html' title='PRIVILÉGIO INDIGESTO'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RyEv9Ui38eI/AAAAAAAAAJo/eDPCyc8VCK8/s72-c/O+Pensador.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-6830233623793223690</id><published>2007-10-11T16:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:22.220-08:00</updated><title type='text'>CÉSIO 137  CONCLUSÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rw6xP33ifUI/AAAAAAAAAIQ/d0C_KkXmIOw/s1600-h/Parque+AreiÃ£o-GoiÃ¢nia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120224712619883842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rw6xP33ifUI/AAAAAAAAAIQ/d0C_KkXmIOw/s320/Parque+Arei%C3%A3o-Goi%C3%A2nia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bosque dos Buritis- Goiânia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORTE QUE GERA VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acidente com o Césio 137, ocorrido há 20 anos em Goiânia, jamais será esquecido, pois faz parte da história goiana. Mesmo porque, os fatos trágicos devem servir de alerta a gerações futuras sobre a utilização de materiais radioativos sem a devida precaução que o manuseio requer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia goianiense poderia ter sido evitada, sim, se o Poder Público agisse com perícia, eficiência e eficácia desde o momento da demolição do prédio do Hospital da Santa Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra da tragédia ainda ronda centenas de pessoas indiretamente atingidas, e que não foram reconhecidas pelo Governo Estadual como vítimas do acidente, são aquelas que trabalharam na remoção dos rejeitos e os que fizeram a segurança dos locais atingidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que se fizer pelas famílias atingidas, será o suficiente para amenizar a dor da perda, da discriminação e, principalmente, a humilhação de ter que mitigar amparo por um ato de negligência do poder constituído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheçamos que a classe médica local não estava preparada para lidar com uma questão tão séria e com conseqüências tão trágicas, e a população não tinha conhecimento de como agir em tal situação, nem o Governo da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta das vítimas indiretas para que sejam incluídas no rol de radioacidentados conta com o apoio do Ministério Público e tem alcançado êxito numa batalha judicial, que se arrasta a alguns anos, mas ainda é ínfimo o número de reconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações sobre o nexo causal das seqüelas apresentadas pelas vítimas, são evasivas e deixam muitas dúvidas, ou por falta de conhecimento ou, talvez, por sonegação deliberada de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma pergunta que não quer calar: se ocorresse, hoje, um acidente radiológico idêntico na cidade de Goiânia, o Governo, a classe médica e a população estariam preparados para reagir positivamente às conseqüências e evitar vítimas fatais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços tecnológicos no campo da medicina deram largos passos nas pesquisas e criação de equipamentos sofisticados para diagnóstico rápido e seguros em situações de emergência, fator decisivo nos casos de acidentes radiológicos. Mas o que preocupa é o caos da saúde pública, que num caso semelhante, as primeiras vítimas obviamente serão encaminhadas aos postos de saúde mais próximos, e a conhecer o problema da distribuição dos medicamentos, já relatado, causa certa apreensão, já que a assistência médica se torna ineficiente quando a medicação é descontinuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade científica se mobilizou e fundou, em setembro/2007, em parceria com a CNEN, um centro de estudos na Universidade Católica de Goiás com o objetivo de promover estudos no sentido de investigar os possíveis nexos causais com as seqüelas biológicas apresentadas sob baixos índices de radiação, como é o caso do acidente com o Césio 137 em Goiânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È necessário que se aproveite todo o material que ainda está disponível, por exemplo, as próprias vítimas, para que essa riqueza de conhecimento científico não se perca em definitivo, haja vista que os radioacidentados estão envelhecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um esforço extra está sendo feito nesse sentido, professores têm elaborado projetos, em que levam os alunos à visitação da sede administrativa regional da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), em Abadia de Goiás, onde estão depositados os rejeitos radioativos do acidente com o Césio 137, num trabalho de formiguinha, para esclarecer os efeitos da radiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È notório a desinformação da população jovem de Goiânia a respeito da tragédia e do lastro de morte que um acidente dessas proporções causa ao ser humano e ao meio ambiente. Mas é dever, principalmente, das autoridades criarem meios de prevenção para que acidentes semelhantes não ocorram, para o bem da população local, o meio ambiente, e, porque não dizer, para o bem do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal Diário da Manhã&lt;br /&gt;Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN- Abadia de Goiás&lt;br /&gt;Superintendência Leide das Neves – SULEIDE - Goiânia&lt;br /&gt;Agradecimentos especiais:&lt;br /&gt;Carlos Henrique de O. Furtado, gestor público da SULEIDE&lt;br /&gt;Elaine – Bibliotecária da CNEN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-6830233623793223690?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/6830233623793223690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=6830233623793223690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6830233623793223690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6830233623793223690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/10/csio-137-concluso.html' title='CÉSIO 137  CONCLUSÃO'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rw6xP33ifUI/AAAAAAAAAIQ/d0C_KkXmIOw/s72-c/Parque+Arei%C3%A3o-Goi%C3%A2nia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-8865834182058483331</id><published>2007-10-09T19:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:22.619-08:00</updated><title type='text'>CÉSIO 137 - PARTE IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rww_SX3ifTI/AAAAAAAAAII/VikI0P_L-B4/s1600-h/Centro+de+ConvenÃ§Ãµes-.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119536461290569010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rww_SX3ifTI/AAAAAAAAAII/VikI0P_L-B4/s320/Centro+de+Conven%C3%A7%C3%B5es-.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Centro de Convenções, onde se localizava o Hospital da Santa Casa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rww-NX3ifQI/AAAAAAAAAHw/IRy5f-j8hLY/s1600-h/Centro+de+ConvenÃ§Ãµes+onde+se+localizava+o+Hospital+Santa+Casa.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;POLITICAMENTE INCORRETO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que toda a tragédia poderia ter sido evitada, se o Poder Público tivesse agido de forma mais responsável, desde a demolição do antigo prédio do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em 1986. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O prédio do Hospital da Santa Casa ocupava todo o quarteirão compreendido entre as Av. Tocantins e Paranaíba, a Rua 4 e a Rua 29, no Centro de Goiânia. Somente não foi demolido o prédio do Instituto Goiano de Radioterapia, no qual se encontrava o aparelho de radiologia com a cápsula do Césio 137. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O proprietário da clínica possuía dois aparelhos de radiologia, retirou um, o mais moderno, e deixou o outro, pois não sabia o que fazer com ele (?). &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O terreno ficou exposto, abandonado, pelo proprietário e pelo Poder Público, num impasse por questões de indenização para construção do Centro de Convenções. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com o advento das eleições em 1986, o então Governador de Goiás, Íris Resende Machado (PMDB), se licenciou do cargo para concorrer a uma vaga no senado, e o candidato à sucessão ao governo foi Henrique Santillo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E o terreno continuou abandonado no centro da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Obvio que toda a reserva orçamentária foi canalizada para a campanha do partido nas eleições.&lt;br /&gt;Passadas as eleições, Henrique Santillo saiu vitorioso para o cargo de Governador e encontrou o Estado na condição de penúria, com os salários do funcionalismo atrasado em 4 meses além do atraso dos pagamentos a fornecedores, rombos no extinto Banco do Estado de Goiás e na extinta Caixego (Caixa Econômica de Goiás). &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos fatos, a herança maldita da dívida que o governador Henrique Santillo recebeu acarretou o bloqueio de todo o Fundo de Participação dos Estados e comprometeu o pagamento de 20 graneleiros da Casego (Casa de Silos do Estado de Goiás). A dívida estadual estava 47% vencida ou a vencer, isso só na administração direta. Na administração indireta o problema era maior: um saldo devedor vencido em 1986 que, somado ao a vencer em 1987, chegou a 60,9%. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mergulhado no caos financeiro e administrativo, o governo que antecedeu a gestão Santillo, em 1986, recorreu a antecipações de receita junto a bancos privados e oficiais, a juros altíssimos, comprometendo cerca de 100 milhões de dólares do orçamento de 1987. Foram dívidas e mais dívidas de curto prazo vencidas e repassadas ao governador Santillo em março de 1987, sem renegociação, em afronta às Constituições Federal e Estadual, deixando um rastro de improbidades para que o antecessor sanasse. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Diante de tais condições como fazer para construir o Centro de Convenções? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Henrique Santillo lutou para receber verbas federais logo após o acidente, para soluções imediatas no sentido de atender às vítimas e minimizar o impacto socioeconômico advindo com o acidente. Mas não teve o respaldo devido por parte do corregilionário Íris Resende, eleito senador por Goiás. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O acidente radiológico com o césio 137 poderia ter sido evitado sim, se o Poder Público agisse com mais responsabilidade com o dinheiro do contribuinte e não deixasse o terreno abandonado no centro da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Certo é que o ex-governador Íris Resende dilapidou o Estado, e não zelou pela segurança da população, deixando abandonado o terreno sem nenhuma proteção para evitar os vândalos e as invasões, além de ter abandonado o povo goianiense na hora em que mais precisa de seu ilustre representante na Casa do Senado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se que o ex-governador Henrique Santillo teve sua vida política drasticamente atingida com o acidente com o Césio 137, por falta de apoio do próprio partido (PMDB) e do Governo Federal, que dificultou ao máximo a liberação das verbas necessárias para o enfrentamento das repercussões econômico-sociais. A carreira política do ex-governador teve ponto final com o acidente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Senhor Íris Resende, logo em seguida ao acidente foi nomeado Ministro da Agricultura do Governo José Sarney, que para suprir o mercado de carnes, providenciou a importação de carne podre de Chernobyl, segundo o noticiário da época, amplamente divulgado pela grande imprensa brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já o proprietário do Instituto Radiológico, respondeu a processo judicial e foi condenado. Mas como é de praxe, cumpriu parte da pena. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-8865834182058483331?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/8865834182058483331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=8865834182058483331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8865834182058483331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8865834182058483331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/10/csio-137-parte-iv_09.html' title='CÉSIO 137 - PARTE IV'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rww_SX3ifTI/AAAAAAAAAII/VikI0P_L-B4/s72-c/Centro+de+Conven%C3%A7%C3%B5es-.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-5154677761442589666</id><published>2007-10-02T19:32:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:23.013-08:00</updated><title type='text'>CÉSIO 137 - PARTE III</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RwMFz33ifMI/AAAAAAAAAHU/LrJhdmKYFFg/s1600-h/laboratÃ³rio+de+pesquisa+da+CNEN+em+Abadia+de+GoiÃ¡s.JPG"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116939990351379650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RwMFz33ifMI/AAAAAAAAAHU/LrJhdmKYFFg/s320/laborat%C3%B3rio+de+pesquisa+da+CNEN+em+Abadia+de+Goi%C3%A1s.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Laboratório de Pesquisas da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) em Abadia de Goiás&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;DA DISTRIBUIÇÃO DOS MEDICAMENTOS&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Decorridos 20 anos do acidente com o césio 137, os radioacidentados são monitorados constantemente, desde o acidente, pela SULEIDE (Superintendência Leide das Neves) que recebem os medicamentos necessários para a garantia da qualidade devida pós-acidente, muito embora, as seqüelas não tenham comprovação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2006, porém, o desconforto e a agonia das vítimas se acentuaram, vez que a Secretaria de Saúde de Goiás enfrenta dificuldades no fornecimento das medicações. A distribuição de remédios se tornou inconstante e imprevisível devido a mudanças introduzidas na maneira de licitar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A Superintendência Leide das Neves (SULEIDE), responsável pela distribuição dos medicamentos comprados pelo governo de Goiás para as vítimas do césio 137, vinha cumprindo regularmente a função de repassar os remédios aos atingidos. Mas os entraves burocráticos nas licitações, a demora no pagamento dos produtos e encomendas consideradas de pequena quantidade pela indústria farmacêutica local contribuíram para o caos no fornecimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Segundo Carlos Henrique O. Furtado, gestor público da SULEIDE, durante oito anos as licitações para aquisição dos medicamentos para os radioacidentados, foram feitos em separado do Núcleo Central da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás, com sucesso, no entanto as mudanças na maneira de licitar, inclusive utilização do pregão eletrônico, obedecendo a Lei 8.666/93 (Lei das Licitações) e a sujeição aos prazos legais previstos, demora no pagamento dos produtos (devido à Lei Orçamentária Anual Estadual) e encomendas consideradas de pequena quantidade pela indústria farmacêutica local contribuíram para o caos no fornecimento. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ainda de acordo com o gestor público, Carlos Henrique de O Furtado, a distribuição dos medicamentos sofreu seu maior entrave em decorrência da reforma administrativa introduzida no ano de 1999, quando a Fundação Leide das Neves, passou a Superintendência, fato que retirou a autonomia financeira e administrativa, dependendo, a partir daí, diretamente da Secretaria de Estado da Saúde. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A dificuldade na distribuição dos medicamentos vem atrelada ao Programa de Medicamentos Excepcionais, em que, o governo federal, juntamente com a esfera estadual e municipal elaborou uma lista de 226 itens para diversas patologias, como insuficiência renal crônica, hepatite viral B e C, osteoporose, problemas de crescimento, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, e imunossupressores para pacientes transplantados, entre outras e que obriga o Estado à distribuição gratuita, independente ser radioacidentado ou não, o que desestabilizou a programação elaborada pela SULEIDE, já que não podia mais licitar os remédios em separado da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o Superintendente da SULEIDE, Dr. José Ferreira Silva, o problema será sanado em breve, haja vista a elaboração de uma Relação Estadual de Medicamentos Essenciais (REME) em 2006, a qual apresenta uma previsão de remédios essenciais para os próximos quatro anos, garantindo assim a distribuição dos remédios sem falhas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fornecimento das medicações começou a ser normalizado na primeira semana de setembro, quando o governo goiano firmou convênio com uma rede de farmácias locais “Só conseguimos isso porque alguns distribuidores se sensibilizaram com a dificuldade”, revela o Superintendente. A SULEIDE também tentará alternativas para evitar que se repitam problemas no fornecimento. Entre elas, a instalação de uma farmácia na sede da SULEIDE e o fechamento de uma parceria com a farmácia popular do Ministério da Saúde. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Há de se frisar que não existem medicamentos específicos para radioacidentados, mas para as seqüelas deixadas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-5154677761442589666?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/5154677761442589666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=5154677761442589666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5154677761442589666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5154677761442589666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/10/csio-137-parte-iii.html' title='CÉSIO 137 - PARTE III'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RwMFz33ifMI/AAAAAAAAAHU/LrJhdmKYFFg/s72-c/laborat%C3%B3rio+de+pesquisa+da+CNEN+em+Abadia+de+Goi%C3%A1s.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-4282418009915607205</id><published>2007-09-23T19:25:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:23.168-08:00</updated><title type='text'>CÉSIO 137 - PARTE II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rvcjv33ifJI/AAAAAAAAAG8/Lg9aYnFSiIY/s1600-h/VÃ&amp;shy;tima+do+acidente+com+cesio+137-+Foto+reproduÃ§Ã£o+TvGlobo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113595207260208274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rvcjv33ifJI/AAAAAAAAAG8/Lg9aYnFSiIY/s320/V%C3%ADtima+do+acidente+com+cesio+137-+Foto+reprodu%C3%A7%C3%A3o+TvGlobo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RvchJn3ifII/AAAAAAAAAG0/sv7iIZgVqHI/s1600-h/VÃ&amp;shy;tima+do+acidente+com+cesio+137-+Foto+reproduÃ§Ã£o+TvGlobo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítima do césio 137&lt;br /&gt;Foto: reproduçao/ TvGlobo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS SEQUELAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seqüelas deixadas pelo segundo maior acidente radiológico do mundo foram apresentadas de imediato, nas pessoas diretamente contaminadas, ou seja, as 4 vítimas fatais do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de vinte anos, a cidade de Goiânia ainda contabiliza as conseqüências, no que diz respeito à assistência à cerca de 700 pessoas oficialmente monitoradas pela SULEIDE (Superintendência Leide das Neves).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Superintendência, as seqüelas biológicas, como mutações genéticas, que esse tipo de acidente pode causar, até o presente momento, não foram detectadas, e não se pode afirmar a existência de nexo causal com a radiação disseminada pelo acidente.&lt;br /&gt;Um alto nível de radiação pode apresentar alterações biológicas como cardiopatias, dermatoses, perda de dentes, problemas ginecológicos e diversas patologias oncológicas e a perda de membro. Não existem estudos comprobatórios de síndromes desenvolvidas sob o impacto de baixa radiação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dr. José Ferreira Silva, especialista em medicina das radiações em Hiroxima, superintendente da SULEIDE, não existe doença específica do Césio 137. Os estudos apresentados na literatura médica são referentes a altas doses de radiação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As principais patologias desenvolvidas sob altas doses de radiação, e que apresentam um nexo causal direto, é o câncer radio induzido (de sangue e de tireóide), ou seja, leucemia e o carcinoma tireóideo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As vítimas do acidente são monitoradas constantemente pela Superintendência, com assistência nas diversas áreas médicas: clínico geral, cirurgião pediátrico, cardiologista, que atendem na própria Superintendência, além de acompanhamento psicológico e de assistentes sociais. As consultas ginecológicas, dermatológicas e odontológicas são prestadas no Hospital Geral de Goiânia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O maior impacto sofrido pelas vítimas, é o psico-social, devido à discriminação da sociedade, nos dias imediatamente subseqüentes ao acidente, e é até hoje uma chaga aberta na vida das mesmas. Aliás, todos os moradores de Goiânia, foram de alguma maneira discriminados nos meses que se seguiram ao acidente, como negativa de estadia em hotéis, contratos de venda e aluguel de imóveis aos acidentados indiretos rescindidos, sem falar nas conseqüências econômicas que o Estado de Goiás teve que enfrentar para superar a tragédia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Estado de Goiás vem cumprindo seu papel assistencial às vítimas, dentro das possibilidades médicas que o Estado oferece, mas as pesquisas continuam, e vale lembrar que a população contaminada começa a envelhecer, cujo processo apresenta uma incidência maior de doenças e se essas doenças são em decorrência da radiação, não se pode afirmar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma questão que depois de 20 anos ainda atormenta a população goianiense: o nível de radiação em Goiânia é maior que em outro ponto do país?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que a radioatividade natural no ar nas vizinhanças de uma mina de urânio ou no interior das residências varia consideravelmente com o tempo, o local e as condições climáticas (atmosféricas) e um levantamento feito por físicos especializados indicou que o grau de radiação em Goiânia é menor que a encontrada nas areias monazíticas de Guarapari (ES). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A sede regional da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), localizada em Abadia de Goiás, mantém o acondicionamento dos rejeitos sob total vigilância e manutenção e a vistoria é feita de três em três meses, não havendo risco de vazamentos, pois as condições de armazenamento seguem padrões internacionais e foram projetados para acondicionamento por 300 anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fato é que essa triste realidade faz parte da história de Goiânia, e deve servir de alerta a gerações futuras quanto ao uso de equipamentos radiativos sem o devido cuidado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Goiânia, após 20 anos do segundo maior acidente radiológico ocorrido no mundo, fora das usinas nucleares, superou o estigma de cidade contaminada pela radiação, e recuperou os índices de crescimento econômico da cidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-4282418009915607205?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/4282418009915607205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=4282418009915607205' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4282418009915607205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4282418009915607205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/09/csio-137-parte-ii.html' title='CÉSIO 137 - PARTE II'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rvcjv33ifJI/AAAAAAAAAG8/Lg9aYnFSiIY/s72-c/V%C3%ADtima+do+acidente+com+cesio+137-+Foto+reprodu%C3%A7%C3%A3o+TvGlobo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-6762936874862351360</id><published>2007-09-13T18:06:00.001-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:23.594-08:00</updated><title type='text'>CÉSIO 137 -  PARTE I</title><content type='html'>O ACIDENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acidente radiológico com o CÉSIO 137 ocorrido há 20 anos na cidade de Goiânia, em 13 de setembro de 1987, é considerado o segundo maior acidente do mundo, fora das usinas nucleares.&lt;br /&gt;Nesse dia, dois catadores de lixo, buscavam por material reaproveitável nas dependências de uma clínica radiológica abandonada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RunftTIBPuI/AAAAAAAAAE8/p0YOyZcn7P0/s1600-h/Rua+57-+Onde+ocorreu+acidente+com+CÃ©sio+137.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109861221549555426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 343px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" height="214" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RunftTIBPuI/AAAAAAAAAE8/p0YOyZcn7P0/s320/Rua+57-+Onde+ocorreu+acidente+com+C%C3%A9sio+137.JPG" width="319" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rua 57,Setor Aeroporto, onde ocorreu o acidente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;(Instituto Goiano de Radioterapia) que se localizava numa das ruas que circundavam o antigo Hospital Santa Casa de Misericórdia, o qual havia sido demolido para futuras instalações do atual Centro de Convenções de Goiânia, no centro da cidade de Goiânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os catadores de lixo encontraram um aparelho de radioterapia e removeram a máquina com a ajuda de um carrinho de mão. Venderam o equipamento a um ferro velho nas imediações (Rua 16-A do Setor Aeroporto). O dono do ferro velho quebrou com marretadas o aparelho para retirar as partes de ferro ou chumbo. Encontraram um “pó branco” - uma substância química que no escuro emitia uma luz azul brilhante. No dia seguinte, vendeu o aparelho a outro ferro velho, na Rua 57, Setor Aeroporto, sem saber que já estava se contaminando com os resquícios do “pó branco”. O dono do primeiro ferro velho ficou maravilhado com o “pó branco” e convida amigos, vizinhos e parentes para compartilhar o “achado” e distribui algumas minúsculas pedrinhas como presente, inclusive para sua filha de 4 anos que se “pinta” com o “pó”. Assim a contaminação se alastrou rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “pó branco” encontrado dentro do aparelho, parecido com sal de cozinha, o CÉSIO 137 (CsCL) ou cloreto de césio-137, é encontrado dentro dos aparelhos para exames de Raio X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contaminação radiológica em grau elevado, de imediato, provoca vômitos, náuseas, diarréia, tonturas, queimaduras e amputações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros sintomas foram sentidos alguns dias após a abertura do equipamento, mas foram confundidos com sintomas de outras doenças contagiosas. Somente quinze dias após a abertura do equipamento, certificou-se tratar de sintomas de uma Síndrome Aguda de Radiação&lt;br /&gt;Ionizante, ou seja, CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinco vítimas mais graves, o dono do ferro velho (Devair), a filha do dono do ferro velho, de 4 anos (Leide das Neves), a tia da menina ( Maria Gabriela) e dois empregados do ferro velho, foram encaminhados para tratamento no Rio de Janeiro, pois Goiânia não dispunha, ainda, de tratamento especializado em contaminação radioativa. Cerca de quarenta dias após o acidente quatro vítimas vieram a óbito, a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RungDzIBPvI/AAAAAAAAAFE/bsn9gX9qVbQ/s1600-h/Centro+de+ConvenÃ§Ãµes+de+GoiÃ¢nia-+onde+se+localizava+a+ClÃ&amp;shy;nica+RadiolÃ³gica+abandonada.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109861608096612082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RungDzIBPvI/AAAAAAAAAFE/bsn9gX9qVbQ/s320/Centro+de+Conven%C3%A7%C3%B5es+de+Goi%C3%A2nia-+onde+se+localizava+a+Cl%C3%ADnica+Radiol%C3%B3gica+abandonada.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Centro de Convenções de Goiânia, local onde foi abandonado o aparelho de Raio X&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;menina, a tia e os dois empregados. O dono do ferro velho faleceu em 2003. A sobrevivência por tanto tempo de uma pessoa exposta a altas doses de radiação é um caso único no mundo, em toda a literatura médica especializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descontaminação do local e da vizinhança causou danos irreparáveis aos moradores, que além de terem sido contaminados, viram suas casas, roupas, brinquedos, utensílios domésticos, virarem toneladas de lixo atômico e até a terra dos terrenos, onde se localizavam as residências, foi removida e transformada em lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram atingidas 46 residências, 45 logradouros públicos, 50 veículos. Para o encapsulamento dos rejeitos, as 6 mil toneladas de rejeitos, em 3500 metros cúbicos, vários tipos de recipientes foram utilizados, num total de 4215 tambores de 200 litros, 10 contêineres de navio, com 32 metros cúbicos , 8 VBA’s, recipientes de concreto para um tambor de 200litros, além de 1357 caixas metálicas fabricadas especialmente para atender às condições do acidente de Goiânia. Tudo foi lacrado e encaminhado a um depósito construído especialmente para esse fim, no município de Abadia de Goiás, distante 26 Km de Goiânia, onde deverão permanecer por um prazo aproximado de 180 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Dr. José Ferreira da Silva, superintendente da Superintendência Leide das Neves (SULEIDE), órgão estadual que acompanha as pessoas contaminadas, foram monitoradas por aparelhos 112,8 mil pessoas em 1987, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e cerca de 249 sofreram a contaminação maior e são assistidos diretamente pela SULEIDE. Estes foram divididos em dois grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RunqmzIBPxI/AAAAAAAAAFU/Hz5pST0GFU4/s1600-h/Ã¡rea+verde+onde+estÃ£o+os+rejeitos+radioativos+sob+a+terra.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109873204508311314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RunqmzIBPxI/AAAAAAAAAFU/Hz5pST0GFU4/s320/%C3%A1rea+verde+onde+est%C3%A3o+os+rejeitos+radioativos+sob+a+terra.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Área onde se encontram os rejeitos do acidente com o Césio 137&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;em Abadia de Goiás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Grupo I, estão os diretamente contaminados em número de 56 (51 vivos) e seus filhos em número de 34 (33 vivos) e no Grupo II, estão os indiretamente contaminados em número de 46 (44 vivos) e seus filhos em número de 28 (todos vivos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos dos dois grupos nasceram sem nenhuma seqüela ou mutação genética e recebem toda a assistência médica, psicológica e visitas de assistentes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram incorporadas cerca de 400 pessoas, aquelas que trabalharam diretamente no transporte dos rejeitos e faziam a segurança dos locais contaminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do caos instalado naqueles fatídicos dias de setembro de 1987, que trouxeram medo, incertezas e repercussões econômicas sérias ao Estado de Goiás, a economia se recuperou totalmente e o estigma da radiação foi superado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-6762936874862351360?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/6762936874862351360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=6762936874862351360' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6762936874862351360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6762936874862351360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/09/csio-137-parte-i.html' title='CÉSIO 137 -  PARTE I'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RunftTIBPuI/AAAAAAAAAE8/p0YOyZcn7P0/s72-c/Rua+57-+Onde+ocorreu+acidente+com+C%C3%A9sio+137.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-6767010881845272800</id><published>2007-08-25T18:49:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:24.969-08:00</updated><title type='text'>MST E A IGREJA CATÓLICA - Uma relação biunívoca?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RtDfC3_BWuI/AAAAAAAAADk/Wk81Bj4fD7Q/s1600-h/MÃOS+POSTAS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102823618291784418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RtDfC3_BWuI/AAAAAAAAADk/Wk81Bj4fD7Q/s320/M%C3%83OS+POSTAS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um ponto que sempre chamou a atenção de todos os brasileiros é a postura da Igreja Católica frente à luta por justiça para com os menos favorecidos pela sorte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um fato que chama a atenção é a posição firme da Igreja em favor a Reforma Agrária no Brasil. Encontros, palestras, reivindicação de direitos e orientação judicial para os integrantes do MST, nas invasões de terras e outras ações questionáveis, tudo sob a ótica de justiça, paz e direitos humanos para os integrantes do movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sob o argumento de que a terra foi dada por Deus para o cultivo e a sobrevivência do homem, previsto na Bíblia, a Igreja tem empunhado a bandeira da Reforma Agrária e apoiado invasões, angariado recursos, incentivado a educação dos filiados ao MST e a luta para o assentamento das famílias dos sem terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Está em andamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ação de desapropriação de uma fazenda pertencente à Diocese da Igreja Católica de Jataí - GO, para fins de assentamento rural.&lt;br /&gt;A batalha judicial vem se arrastando desde 2004, e numa última decisão, foi negado o recurso de agravo proposto pela Diocese, em favor do INCRA. O instituto pretende pagar pela desapropriação R$ 10,3 milhões, sendo R$ 1,3 milhão em dinheiro pelas benfeitorias e o restante em Títulos da Dívida Agrária (TDAs), correspondente à terra nua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Ainda cabe recurso por parte da Igreja, mas o Incra já considera a situação irreversível, pois os créditos fundiários já foram liberados para que a desapropriação seja efetivada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Exige-se reflexão sobre a posição da Igreja nessa peleja judicial. Porque ela não doa as terras da Diocese de Jataí – GO para o MST assentar as famílias em situação de risco e miséria, já que tem como bandeira a justiça social?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A relação biunívoca da Igreja com o MST é bem nítida em toda essa demanda jurídica. Se a opção da Igreja é a favor dos pobres e desvalidos da sorte, nada mais justo e cristão que doar o que se tem em abundância àqueles que nada tem ou estão em estado de carência. A violação do preceito bíblico constante em Mateus 19, 16-22, é flagrante e revoltante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A pregação de justiça social e direitos humanos deveria começar pela Igreja Católica que se autoproclama a única verdadeiramente cristã e seguidora dos ensinamentos deixados pelo Senhor para que a justiça e a paz reinem entre os homens de boa vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas, quando o caso é dar aos pobres seus bens, a igreja questiona  judicialmente, demonstrando não integrar o rol dos homens de boa vontade, identificando-se com o jovem rico da parábola de Mateus, que ao saber que deveria doar seus bens para obter a vida eterna, virou as costas para Jesus e saiu triste, visto possuir muitos bens e não sabia como viver sem eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Bons tempos aqueles em que a igreja salvava almas e não seu próprio bolso.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-6767010881845272800?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/6767010881845272800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=6767010881845272800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6767010881845272800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/6767010881845272800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/08/mst-e-igreja-catlica-uma-relao-biunvoca.html' title='MST E A IGREJA CATÓLICA - Uma relação biunívoca?'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RtDfC3_BWuI/AAAAAAAAADk/Wk81Bj4fD7Q/s72-c/M%C3%83OS+POSTAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-3776382821070741495</id><published>2007-08-09T18:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:25.096-08:00</updated><title type='text'>AI, QUE VONTADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RrvAatshCfI/AAAAAAAAACM/d-G8RpehqqQ/s1600-h/onda+havai.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096878968475290098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RrvAatshCfI/AAAAAAAAACM/d-G8RpehqqQ/s320/onda+havai.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Que vontade de ficar à-toa&lt;br /&gt;Andar por aí, numa boa,&lt;br /&gt;Curtir a vida&lt;br /&gt;Rever os amigos&lt;br /&gt;Tomar uma cerveja&lt;br /&gt;E jogar conversa fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vontade de ficar à-toa&lt;br /&gt;Ir ao cinema,&lt;br /&gt;Tomar banho de sol,&lt;br /&gt;Mergulhar na piscina cor de mar,&lt;br /&gt;Refrescar o corpo e aliviar a alma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vontade de ficar à-toa,&lt;br /&gt;Rir, dançar,&lt;br /&gt;Esquecer os compromissos,&lt;br /&gt;Espantar o tédio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, que vontade...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-3776382821070741495?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/3776382821070741495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=3776382821070741495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/3776382821070741495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/3776382821070741495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/08/ai-que-vontade.html' title='AI, QUE VONTADE'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RrvAatshCfI/AAAAAAAAACM/d-G8RpehqqQ/s72-c/onda+havai.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-9173962812300970206</id><published>2007-08-05T19:32:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:25.108-08:00</updated><title type='text'>SILÊNCIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RraIs9shCdI/AAAAAAAAAB8/OtUZVaq9XRs/s1600-h/mar3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095410334473193938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RraIs9shCdI/AAAAAAAAAB8/OtUZVaq9XRs/s320/mar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Preciso do silêncio para pensar.&lt;br /&gt;Para escutar&lt;br /&gt;As palavras que brotam do peito&lt;br /&gt;E querem voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso do silêncio para amar.&lt;br /&gt;Para ver o céu&lt;br /&gt;E viajar no brilho das estrelas&lt;br /&gt;E ouvir os anjos a cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio me enriquece&lt;br /&gt;Recarrega a minh’alma de suave doçura&lt;br /&gt;Desfaz-se as amarguras&lt;br /&gt;Prepara meu espírito para a prece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio o reencontro&lt;br /&gt;Do eu habitando outro&lt;br /&gt;E do outro encarando eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-9173962812300970206?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/9173962812300970206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=9173962812300970206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/9173962812300970206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/9173962812300970206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/08/silncio.html' title='SILÊNCIO'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RraIs9shCdI/AAAAAAAAAB8/OtUZVaq9XRs/s72-c/mar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-5798316958145612151</id><published>2007-07-28T19:45:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:25.264-08:00</updated><title type='text'>O PRECONCEITO NA LÍNGUA PORTUGUESA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rqv_nQwE53I/AAAAAAAAABs/pQC5YO3z-PU/s1600-h/gagged_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092444853649074034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rqv_nQwE53I/AAAAAAAAABs/pQC5YO3z-PU/s320/gagged_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na história do Brasil e em todas as questões de poder e de relações sociais nela envolvidas, verdades percorrem séculos e são aceitas sem que se discuta sua veracidade, incorporando-se à nossa realidade sem sabermos por que razão estão lá. O preconceito é uma dessas verdades, que distorcem a realidade e nos fazem vê-la somente por um ângulo de uma determinada instituição ou classe social ou cultura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto a ser repensado é o preconceito que o brasileiro tem em relação à língua portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo o inciso IV, art. 3º, dos Princípios Fundamentais da Constituição Federal, o objetivo fundamental da República Federativa do Brasil é:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;“promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, e quaisquer outras formas de discriminação.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As palavras finais grifadas abrangem toda sorte de discriminação, no entanto, vemos sua penetração através da linguagem e na educação, configurando-se a língua padrão no maior exemplo dessa discriminação, embora sua missão seja nivelar os grupos sociais, tornou-se um instrumento a mais para aumentar as desigualdades. Aqueles que não passam por esse crivo são altamente discriminados perante a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A luta contra o preconceito lingüístico daqueles que não aceitam as inovações lingüísticas é muito difícil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os lingüistas formam dois extremos perigosos: de um lado temos os conservadores, que associam a língua culta à linguagem literária (o “gramatiquês”) e, de outro, os liberais que aceitam tudo, sem preocupar-se com os conceitos de certo ou errado, ou melhor dizendo, adequado ou não adequado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Realmente é difícil aceitar algo que vá contra o que um dia aprendemos como certo, assim como é difícil, atualmente, aceitar algo sem a devida explicação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim, estamos em eterno dilema, pois encontramos a nossa cultura dividida. De um lado, temos a norma-padrão, o ideal, e, do outro, as variedades lingüísticas do português, que são realizações concretas da nossa língua materna. Muitas vezes nos sentimos constrangidos ao falar corretamente e as pessoas acharem que estamos falando errado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então, como democratizar esse nosso ambiente lingüístico? Como poderíamos acabar com a ideologia dos antigos gramáticos que está tão enraizada em nossas mentes?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A conscientização de que o certo e o errado são muito relativos dentro da língua e de que é sua adequação que denota o saber falar/escrever corretamente valida todos os usos possíveis da língua, abrindo novas perspectivas de luta pela democratização efetiva do uso da língua e a sua importância na formação da consciência de Nação-Estado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A nossa Língua Português precisa apenas de dedicação e do trabalho dos seus herdeiros, ou seja, de todos nós, para disseminar uma cultura de valorização de nossa língua e suas variedades, independente de região geográfica e classe social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O preconceito lingüístico não está presente na língua em si, mas nos usuários da língua, pois se utilizam dela para dominar, estigmatizar as variedades lingüísticas como uma sublínguagem.&lt;br /&gt;A língua é uma extensão de nós mesmos, pois é com ela que passamos ao outro o nosso modo de ser e de ver o mundo e os nossos sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-5798316958145612151?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/5798316958145612151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=5798316958145612151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5798316958145612151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/5798316958145612151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/07/o-preconceito-na-lngua-portuguesa.html' title='O PRECONCEITO NA LÍNGUA PORTUGUESA'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rqv_nQwE53I/AAAAAAAAABs/pQC5YO3z-PU/s72-c/gagged_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7197089047694441386</id><published>2007-07-18T18:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T17:32:56.889-07:00</updated><title type='text'>CRIAÇÃO DO ESTADO MODERNO NO BRASIL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7Qt40avxI/AAAAAAAAABc/BQESlJ5oTh8/s1600-h/ProclamaÃ§Ã£o+da+RepÃºblica.BMP"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088734115740172050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7Qt40avxI/AAAAAAAAABc/BQESlJ5oTh8/s320/Proclama%C3%A7%C3%A3o+da+Rep%C3%BAblica.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Proclamação da República do Brasil(1889)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1- As principais fases do Estado Moderno&lt;br /&gt;1.1- Estado Patrimonialista&lt;br /&gt;1.2- Estado de Direito&lt;br /&gt;1.3- Estado Social&lt;br /&gt;2- Marcos Legais da criação do Estado Moderno no Brasil&lt;br /&gt;2.1 – A Redemocratização do País&lt;br /&gt;3- Avaliação da Estrutura do Estado Brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRIAÇÃO DO ESTADO MODERNO NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- As principais fases do Estado Moderno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado Moderno teve início com a transição da Idade Média para a Idade Moderna, período em o Feudalismo perdeu forças e o rei concentrou forças até o extremo do Absolutismo. Esta transição foi acompanhada por outras grandes transformações de ordem cultural e religiosa: o Renascimento e a Reforma da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o Estado Moderno se consolidasse fez-se necessário a presença de elementos essenciais, qual seja:&lt;br /&gt;1- Delimitação de um território com fronteiras bem definidas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Unidade cultural e lingüística;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Centralização política, que pressupõe o surgimento de setores especializados para a administração, finanças, justiça, fiscal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Criação de um exército como força exclusiva do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo esses elementos como foco, a formação do Estado Moderno passa a apresentar três fases que se entrelaçam e complementam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1 – ESTADO PATRIMONIALISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a fase também pré-moderna e se caracteriza pela preocupação com a formação territorial e a manutenção de aparatos que privilegiam as elites que se apropriam do Estado. Tomam conta do bem público em proveito próprio. “O casuísmo, a formalização e o particularismo de procedimentos (sistema de lealdades pessoais) são características da gestão pública patrimonialista”.(Falcão, Humberto. Governo e Administração Pública. Apostila FGV. 2004).&lt;br /&gt;Em outras palavras, o Estado faz uma administração pública visando o interesse próprio do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2 - ESTADO DE DIREITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseia-se no reconhecimento dos direitos civis e a administração pública abrange áreas nevrálgicas do executivo ( fiscal, exercito, polícia e política externa) do legislativo e do judiciário. O Estado não intervém na economia nem na parte social. É também chamado de Estado Mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garantia dos direitos civis já era uma evolução comparada á fase anterior, pois deu à sociedade a capacidade de representação política e abriu um canal para a participação no Estado.&lt;br /&gt;Este era um ideal buscado pela República e pregado pela Revolução Francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3 – ESTADO SOCIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o reconhecimento dos direitos civis e o surgimento da democracia capitalista os problemas sociais se agravaram e as necessidades da sociedade ficaram mais complexas.&lt;br /&gt;A falta de moradia, de trabalho, de saúde, necessidade de educação e lazer somado ao aumento populacional tornaram o modelo de administração pública insuportável para o Estado, obrigando-o a criar políticas públicas e programas que trouxessem benefícios sociais e previdenciários à sociedade.&lt;br /&gt;As instituições sociais criadas nos períodos entre - guerras se consolidaram permanentemente.&lt;br /&gt;O Estado social ou progressista tem um atributo positivo que é a legitimidade e que dá suporte para uma intervenção objetivando o bem-estar da coletividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-MARCOS LEGAIS (HISTÓRICOS) DA CRIAÇÃO DO ESTADO MODERNO NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7IKI0avvI/AAAAAAAAABM/uA41yW2LIOw/s1600-h/BarÃ£o+do+Rio+Branco.BMP"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088724705466826482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7IKI0avvI/AAAAAAAAABM/uA41yW2LIOw/s320/Bar%C3%A3o+do+Rio+Branco.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FORMAÇÃO DO Estado Brasileiro passa obrigatoriamente pelo período monárquico vigente no país no século XIX, quando no final do mesmo, somente o Brasil mantinha a monarquia na América do Sul. A crescente “propaganda republicana contestou a legitimidade do poder de uma só pessoa – o imperador- exercido por direito hereditário que dispensando o voto do povo, não seria representativo da maioria da nação” (in LAFER, Celso – O significado da República. Estudos Históricos, Rio de janeiro, vol.2, n.4, 1989, p.214-224).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Barão do Rio Branco- figura eminente na modernização do país&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;etimologicamente, República vem do latim res publica, que significa o bem público, conceituando temos a atenção para a coisa pública.&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;Branco-Figura iminente na modernização do país&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Citando mais uma vez LAFER “A contraposição entre Monarquia e República” remonta aos romanos que depois da exclusão dos reis, substituíram o regum – o governo de um só – pelo governo de um corpo coletivo. É interessante observar que, etimologicamente, Monarquia significa poder de um só e que nesta linha, os termos correspondentes, que nos vêm da tradição grega desde Heródoto, e que estão incorporados em nossa língua, são os de aristocracia – o poder dos melhores, que são poucos – e democracia – o poder do povo, que são muitos.O que há em comum nestes Três termos [...] é “arché”, princípio, ou seja, o que se discute é o princípio do governo por parte de um, de poucos ou de muitos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta observação se faz necessária, pois é baseada no princípio do governo de muitos que a República proclamada por Deodoro, lança as primeiras sementes do Estado Moderno, cultivada por Getúlio Vargas, aprimorada por ele e a estrutura mantida até os nossos dias.&lt;br /&gt;A fase pré-modernista ou o Estado Patrimonial originou-se na formação do reino português e se expandiu com as grandes navegações dando chances de enriquecimento fácil e centralização do poder real. Nem o Bloqueio Continental imposto por Napoleão freou a mentalidade patrimonialista do Estado Português concentrado na figura de D.João VI. O rei administrava tudo, tudo se convergia a ele, em uma teia complexa de bajuladores, auxiliares, conselheiros e etc. O nepotismo e o paternalismo eram práticas comuns nos salões da corte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O movimento republicano não tinha representatividade popular maciça. A insatisfação era notória entre segmentos políticos e a oligarquia agroexportadora, setores que freqüentavam as festas palacianas. Historiadores ainda hoje duvidam das reais intenções do Mal. Deodoro da Fonseca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Proclamada a República (1889) algumas mudanças significativas na política e na administração pública foram notadas no período do Governo Provisório de Deodoro.&lt;br /&gt;ARRUDA e PILETTI elencam as principais medidas tomadas:&lt;br /&gt;- regime político- República Federativa;&lt;br /&gt;- dissolução das Assembléias Provinciais e Câmaras Municipais;&lt;br /&gt;- criação da bandeira republicana com lema positivista Ordem e Progresso;&lt;br /&gt;- concessão de cidadania brasileira aos estrangeiros aqui residentes;&lt;br /&gt;- convocação de Assembléia Constituinte;&lt;br /&gt;- separação entre Igreja e Estado e instituição do casamento civil;&lt;br /&gt;- reforma do Código Penal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira Constituição Republicana foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891 e instituiu a República Federativa, o presidencialismo e o regime representativo. O Presidente seria eleito por voto direto com mandato de quatro anos. Os eleitores seriam todos os cidadãos do sexo masculino, alfabetizados e maiores de 21 anos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As mudanças implementadas ressaltam uma cultura política excludente e insuficiente para quebrar o pacto das oligarquias cafeeiras e leiteiras de São Paulo e Minas Gerais visto que respaldaram o movimento republicano e se uniram para que a República se consolidasse. O patrimonialismo se instituiu juntamente com toda espécie de atividade perniciosa para que a elite continuasse seu domínio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um marco que realmente fracionou o patrimonialismo foi a Revolução de 1930, com a ascensão ao poder de Getúlio Vargas, o que dá início à 2ª fase do estado moderno, o Estado de Direito.&lt;br /&gt;Getúlio criou um estado forte, até certo ponto reacionário, selando acordo com todas as classes políticas, centralizou e concentrou poder. Para assegurar a governabilidade comprometeu-se com oligarquias paulistas e o país experimentou crescimento econômico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A implantação de um Estado de Direito não foi pacífica. A burguesia teve que se unir ao Estado para garantir a sobrevivência e passou a pressionar a Constitucionalização. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa agitação política resultou na Revolução Constitucionalista de 1932; a Constitucionalização de 1934 que reconhecia direitos civis e políticos e criou regras para criação da polícia do exercito e do fisco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um segundo marco legal histórico do Estado de Direito foi o período ditatorial de Vargas, o Estado Novo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embora concentrasse poder demasiado nas mãos, governasse sem lei e por meio de decretos, foi o nascedouro do Estado Social, quando em primeiro de maio de 1943 por meio do Decreto-Lei nº. 5452 entrou em vigor a CLT ( Consolidação das Leis do Trabalho).&lt;br /&gt;Outro passo importante para a administração pública foi a criação do DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público) com o intuito de ser agente da organização da estrutura administrativa e promoveu uma verdadeira revolução, pois incentivava a profissionalização do servidor público de acordo com o merecimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A revolução daspeana não alcançou o segmento político e, o clientelismo e o nepotismo continuaram vigorando nos corredores e gabinetes. E o Estado “inchou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1- A REDEMOCRATIZAÇÃO DO PAÍS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1945 o país saiu do período ditatorial e experimentou ares liberalizantes do governo de Dutra que desmontou em parte, a estrutura de Vargas, muito embora necessitasse o auxilio dos varguistas para conduzir a máquina estatal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vargas retornou em 1952 aspirando reformas administrativas profundas para consolidar as estruturas do funcionalismo, porém não passou de um Projeto de Lei. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O grande sucesso industrial dos E.U. A. nos anos 40 e 50 implementou transformações no Estado e a máquina administrativa necessitava ser mais ágil e para isso foram criadas comissões, conselhos, grupos executivos, e outros, como a CEPA ( Comissão de Estados e Projetos Administrativos) e COSB( Comissão para Simplificação Burocrática) o que ensejou abertura de espaço para barganha instrumental e atendeu prontamente às conveniências políticas, o que desbancou o sistema de mérito e mais uma vez a velha política patrimonialista prevaleceu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Juscelino Kubtschek, Quadros, Goulart sucumbiram em suas pretensões de reformas de base e se concentraram na criação de um parque industrial e desenvolvimentista às custas de endividamento exterior e a reforma administrativa não aconteceu.&lt;br /&gt;O Regime Militar teve como bandeira o melhoramento da estrutura administrativa e criou algumas políticas sociais importantes como o Sistema de Habitação (BNH) e o FGTS.&lt;br /&gt;A entrada em vigor do Decreto-Lei 200/67 reestruturou radicalmente a organização administrativa pública federal com o intuito de operacionalizar o setor e criou a Administração Indireta, dando base à manutenção do Regime Militar. O foco principal desse período foi o planejamento. Não houve concomitantemente o planejamento político. A Administração Indireta se robusteceu e se especializou, perdendo o Governo, o controle administrativo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Estado Social, criado por Vargas com medidas de proteção ao trabalhador, a criação das escolas públicas, instituto de previdência, introduzidas no período entre - guerras conseguiu permanecer e evoluir,abrangendo cada vez mais a sociedade como um todo.&lt;br /&gt;A legitimidade do Estado Varguista foi uma característica marcante que criou critérios de intervenção na direção do bem - estar da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7IKY0avwI/AAAAAAAAABU/0vZ76L8k9S4/s1600-h/Washington+Luiz.BMP"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088724709761793794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7IKY0avwI/AAAAAAAAABU/0vZ76L8k9S4/s320/Washington+Luiz.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Presidente Washington Luiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 – AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA DO ESTADO BRASILEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo de conceitos teóricos sobre o que seja Administração, não se pode deixar de lado tradicionais pensadores sobre o assunto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;KOONTZ e O’DONNELL, em Princípios de Administração, Capítulo I, afirma que o desejo de&lt;br /&gt;“... atingir metas mediante cooperação e de fazê-lo eficientemente, está presente quer a ação grupal envolva objetivos comerciais, militares, religiosos, caritativos ou sociais.Quando pessoas se organizam formalmente Para alcançar objetivo comum, é essencial que exista administração – a tarefa de criar o ambiente interno para que o esforço organizado possa realizar objetivos grupais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Administração Pública criada no período getulista agrega os valores e significados técnico, operacional e legais contidos na afirmação acima. A criação do DASP gerou um objetivo comum que foi a transformação institucional do setor dando agilidade, respeito ao funcionalismo publico e, concomitantemente, benefícios à sociedade que dele necessita. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hely Lopes Meirelles em Direito Administrativo Brasileiro assegura ainda que&lt;br /&gt;“ Administração Pública,em sentido formal é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do Governo; em sentido material é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral;em acepção operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade [...] a administração não pratica atos de governo; pratica tão somente atos administração [...].São os chamados atos administrativos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em outro parágrafo Hely L. Meirelles salienta que &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“A Administração é o instrumento de que dispõe o Estado para por em prática as opções políticas do Governo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o raciocínio apresentado, a junção é perfeita, da afirmativa de KOONTZ e O’DONNELL e o conceito elaborado por Meirelles. A estrutura criada por Getúlio Vargas foi a exata medida para por em prática as opções políticas feitas por ele no sentido de viabilizar um Estado de Direito e um Estado Social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mesmo com acordos reacionários com todas as classes partidárias implementou medidas que perduram até hoje. Os métodos usados por ele e seus colaboradores, são, talvez, questionáveis, entretanto, colocou o país nos trilhos da modernidade Administrativa, com um certo atraso, é bem verdade, mas tinha que ser feito, seja para manter as oligarquias no poder, ou para por fim a velhos setores sociais corruptos, no poder desde a Proclamação da República. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Estado de Direito e o Estado Social não foram, até hoje, totalmente implantados no Brasil.&lt;br /&gt;A participação política da mulher ainda é sujeita a restrições percentuais, e a sua admissão nas Forças Armadas é ridícula. Existe mulher brasileira com patente de General, Brigadeiro ou Almirante? E o que dizer da tentativa de aprovação da chamada ”Lei da Mordaça” para coibir o Ministério Público em divulgar investigações sobre corrupção no alto escalão do governo, como também a infeliz idéia de criar um órgão fiscalizador e controlador da Imprensa. Direitos civis são intocáveis, no meu entender. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A grave situação do Estado Social é algo incompreensível. A sociedade está sustentando setores carentes e o Governo vem a público afirmar que está investindo tudo no social. Balela. Propaganda eleitoreira. Nada mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A educação pública vai de mal a pior; geração de emprego não existe; a saúde está na UTI, em estado terminal e a política habitacional escalpela toda a classe média. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No período imperial tudo se convergia para o monarca e tudo dependia dele. Na República, tudo se converge para o Presidente e seus colaboradores. A diferença é que o poder não está centrado em uma única pessoa. Dividiu-se. Mas as benesses para a população continuam restritas ao círculo de parentes e amigos da elite dominante. Nepotismo, clientelismo, corrupção, barganhas econômicas sempre estiveram presentes em todas as fases do Estado Brasileiro. É endêmico? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O nosso problema, acredito, seja político. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Telma Ferreira Nascimento argumenta que “o político ‘ por vocação’ – que no Ocidente e só no Ocidente, segundo Weber, pode se apresentar sob a forma de “demagogo” – não constitui a única figura determinante do empreendimento político e da luta pelo poder.O fator principal se encontra na natureza dos meios de que dispõe os homens políticos.Necessita, por um lado, da existência de um Estado-Maior administrativo; por outro lado, necessita dos meios materiais de gestão.Toda atividade de dominação que reclame continuidade administrativa exige a obediência dos súditos aos senhores que pretendem ser os detentores do poder.Essa obediência funda-se na retribuição material e no prestígio social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A tendência da classe política, e que apresenta o desvirtuamento, está na retribuição material e o prestígio social. O político que vive da política para se manter na atividade usa e abusa dessa condição e o bem-estar da sociedade corre o risco de se deteriorar.&lt;br /&gt;“Na esfera da política, o Estado Moderno - no sentido de agrupamento, de dominação de caráter institucional que monopoliza o uso legítimo da violência física como instrumento de domínio e que monopoliza, ao mesmo tempo, mesmo materiais de gestão- coloca em cena uma nova categoria de homens políticos: os “políticos profissionais”, que, não sendo senhores detentores do poder, estavam dispostos a influenciá-los. Este tipo de Estado conseguiu ‘ privar’ a direção administrativa, os funcionários e os trabalhadores burocráticos de quaisquer meios de gestão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para Weber, há, profundamente, duas formas de fazer política: &lt;strong&gt;viver da política&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;para ela&lt;/strong&gt;. A distinção entre elas se encontra no âmbito econômico. O político que depende da remuneração para realizar suas tarefas vive da política e o que já possui uma estabilidade financeira vive para a política. Este, geralmente, gosta da atividade que desenvolve ou encontra nela um sentido que dá significado à sua vida.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na verdade, no Brasil a existência de políticos que vivem para a política é um ser extinto, ou melhor, nunca existiu. Ah! Sim, na obra Utopia ou, quem sabe, no universo de Weber. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tanto o Estado Moderno Brasileiro quanto o de outros países modernos, padecem do mesmo mal, talvez em graus diversos. Não se trata de ceticismo exagerado, é o jogo da sobrevivência política, segundo Profº Jorge Vianna, das elites dominantes. Tanto aqui, como em outros países, “tá tudo dominado!”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1- BRASIL. 1. Ministério da Administração e da Reforma do Estado. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Brasília, DF. 1995. 53p. Disponível em: &lt;http:&gt;. Acesso em 20/07/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;2-BARBOSA,Walmir (org.), Estado e Poder Político - Da afirmação da hegemonia burguesa à defesa da revolução social.s/ed.Goiânia: Ed.UCG,2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3-BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos, Desenvolvimento e Crise no Brasil- história, economia e política de Getúlio Vargas a Lula.5 ed. São Paulo: Ed.34Ltda,2003&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;4-CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Teoria da Burocracia, cap. 11. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.suigeneris.pro.br/edvariedade_burocracia.htm"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.suigeneris.pro.br/edvariedade_burocracia.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;. Acesso em 11/04/2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;5- MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Revista dos Tribunais, 4ª ed. 1976.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7197089047694441386?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7197089047694441386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7197089047694441386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7197089047694441386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7197089047694441386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/07/criao-do-estado-moderno-no-brasil.html' title='CRIAÇÃO DO ESTADO MODERNO NO BRASIL'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/Rp7Qt40avxI/AAAAAAAAABc/BQESlJ5oTh8/s72-c/Proclama%C3%A7%C3%A3o+da+Rep%C3%BAblica.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-2582415816546241362</id><published>2007-07-15T18:46:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:26.341-08:00</updated><title type='text'>GOIÂNIA,MINHA GOIÂNIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPao0avrI/AAAAAAAAAAs/SGfebnFPckA/s1600-h/Apr29_22.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087606785609219762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" height="240" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPao0avrI/AAAAAAAAAAs/SGfebnFPckA/s320/Apr29_22.JPG" width="255" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPxo0avtI/AAAAAAAAAA8/oZB2ist6kds/s1600-h/Apr29_36.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087607180746211026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" height="240" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPxo0avtI/AAAAAAAAAA8/oZB2ist6kds/s320/Apr29_36.JPG" width="364" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPxI0avsI/AAAAAAAAAA0/zRG6MXQo-fw/s1600-h/Apr29_25.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087607172156276418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" height="240" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPxI0avsI/AAAAAAAAAA0/zRG6MXQo-fw/s320/Apr29_25.JPG" width="316" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;  &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPxI0avsI/AAAAAAAAAA0/zRG6MXQo-fw/s1600-h/Apr29_25.JPG"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falar sobre Goiânia, é ao mesmo tempo prazeroso e árduo, pelo simples fato de ser goianiense e ser uma enamorada da “minha” cidade.&lt;br /&gt;Se por um lado, Goiânia é considerada uma cidade tipicamente interiorana, por outro lado, é a capital que mais tem crescido nos últimos anos.&lt;br /&gt;Falar que a cidade é linda, que oferece qualidade de vida e etc. é chover no molhado, visto que a mídia tem se encarregado disso com bastante empenho e mérito.&lt;br /&gt;No entanto, lanço aqui um olhar mais reflexivo sobre a cidade.&lt;br /&gt;Ressalto de imediato que Goiânia foi, inicialmente, projetada para 50 mil habitantes e conta hoje com cerca de 1.300.000 habitantes. Nem seu fundador, Pedro Ludovico Teixeira, talvez, tenha imaginado tal crescimento em 74 anos.&lt;br /&gt;Capital do Estado de Goiás, localizada a 200 km de Brasília, tem boa infra-estrutura de saneamento básico, alta taxa de alfabetização (95,2%) e PIB per capita de R$ 7.274,00 (em 2004) e o índice de desenvolvimento humano municipal gira em torno de 0,832 pontos.&lt;br /&gt;A expansão comercial e industrial de Goiânia é notória sendo que a indústria de confecção fez surgir as feiras livres de confecções e levou o nome da cidade além –fronteiras nacionais e internacionais, como também a indústria química e farmacêutica e  a alimentícia.&lt;br /&gt;Mesmo com largas avenidas, a frota de veículos constitui um desafio para a engenharia de tráfego, pois a cidade possui a maior frota de motos per capita do Brasil e o índice de um carro para cada 1,7 habitantes.&lt;br /&gt; Com uma taxa de crescimento tangendo a casa de 1,85% ao ano, cabe aqui repensar o futuro da cidade.&lt;br /&gt;O que se espera de uma cidade como Goiânia e como será ela daqui a 30 anos?&lt;br /&gt;Claro, que com tais índices apresentados, as perspectivas são animadoras, mas também preocupantes.&lt;br /&gt;À medida que o crescimento for se ampliando e fortalecendo, o progresso e o avanço econômico para a região Centro-Oeste também se expande, gerando emprego, renda e desenvolvimento, sendo assim um aspecto positivo.&lt;br /&gt;Por outro lado, o crescimento vertiginoso da capital goiana aflige, haja vista as implicações sócio-culturais e, principalmente, ambientais, quando analisados os índices de proporção carro/nº. de habitantes e o índice de crescimento populacional que traz consigo a poluição visual, sonora, do ar e da água, atingindo diretamente a qualidade de vida dos goianienses.&lt;br /&gt;Espera-se que num futuro, não muito distante, Goiânia ostente com graça a primeira colocação em arborização (atualmente ocupa o 2º lugar nacional) e como também a melhor capital para se viver (segundo a FGV, atualmente, Goiânia ocupa o 2º lugar nacional).&lt;br /&gt;Deixando as utopias futurísticas de lado, Goiânia tem grandes chances de se tornar um centro de referência urbanística e ecológica, bastando cultivar um crescimento sustentável com foco na qualidade de vida dos moradores, dependendo sobremaneira da seriedade dos gestores públicos na condução do plano de crescimento urbano da cidade.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;*Fonte: http://portalspin.seplan.go.gov.br&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPxI0avsI/AAAAAAAAAA0/zRG6MXQo-fw/s1600-h/Apr29_25.JPG"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-2582415816546241362?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/2582415816546241362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=2582415816546241362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2582415816546241362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2582415816546241362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/07/goiniaminha-goinia.html' title='GOIÂNIA,MINHA GOIÂNIA'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RprPao0avrI/AAAAAAAAAAs/SGfebnFPckA/s72-c/Apr29_22.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-2542974077512967151</id><published>2007-07-08T16:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:26.738-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RpFy8OdfXtI/AAAAAAAAAAk/h6ru_fotfJs/s1600-h/mulher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084971833277505234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RpFy8OdfXtI/AAAAAAAAAAk/h6ru_fotfJs/s320/mulher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DO QUE A MULHER GOSTA ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher gosta de tudo um pouco&lt;br /&gt;Da mão que afaga os seus cabelos,&lt;br /&gt;Do perfume que a leva a devaneios.&lt;br /&gt;Da brisa da manhã na primavera.&lt;br /&gt;Do sol que a deixa bronzeada.&lt;br /&gt;Da música que a agita e a convida a dançar&lt;br /&gt;Do batom vermelho que marca seus beijos&lt;br /&gt;Do abraço apertado do homem amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher gosta mais ainda&lt;br /&gt;De poesia, arte e literatura,&lt;br /&gt;De ser reconhecida e respeitada&lt;br /&gt;De ouvir juras de amor sinceras&lt;br /&gt;De ser consultada nas horas de amargura&lt;br /&gt;De deitar a cabeça no colo da pessoa amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher gosta demasiadamente&lt;br /&gt;De receber flores e ser sempre lembrada.&lt;br /&gt;De viver intensamente o seu dia.&lt;br /&gt;De trabalhar, produzir e deixar frutos.&lt;br /&gt;Da família, do companheiro e dos filhos.&lt;br /&gt;De cachorros, de gatos e passarinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher gosta de ser amada como ela é.&lt;br /&gt;Mística, manhosa, mansa, perigosa&lt;br /&gt;Sensível, atrevida, decidida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mulher gosta de .... ser mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigitte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-2542974077512967151?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/2542974077512967151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=2542974077512967151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2542974077512967151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2542974077512967151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/07/do-que-mulher-gosta-mulher-gosta-de.html' title=''/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RpFy8OdfXtI/AAAAAAAAAAk/h6ru_fotfJs/s72-c/mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-2273081669475726399</id><published>2007-06-30T10:46:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T13:36:27.033-08:00</updated><title type='text'>EXCETO DA OBRA ANTÍGONA : ANÁLISE DA FALA DO CORO, NO PRIMEIRO ESTÁSIMO, ESTROFE 1, ANTÍSTROFE 1, ESTROFE 2, ANTÍSTROFE 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RoaeKedfXrI/AAAAAAAAAAM/HcwDa1Ejz_4/s1600-h/antÃ&amp;shy;gona.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081923132346818226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RoaeKedfXrI/AAAAAAAAAAM/HcwDa1Ejz_4/s320/ant%C3%ADgona.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Estásimo&lt;br /&gt;Estrofe 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tantas maravilhas&lt;br /&gt;Mais maravilhoso de todas é o homem.&lt;br /&gt;O espumante mar nos ímpetos dos ventos austrais&lt;br /&gt;Sulca, bramantes&lt;br /&gt;E cultiva a dos deuses mãe, a Terra&lt;br /&gt;Imortal, incansável,&lt;br /&gt;Revolvendo-a ano após ano&lt;br /&gt;Com arados movidos&lt;br /&gt;Por força eqüina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antístrofe 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linhagem das leves aves&lt;br /&gt;Leva capturadas&lt;br /&gt;E as raças das feras agrestes,&lt;br /&gt;Peixes em penca prende&lt;br /&gt;Nas malhas das redes&lt;br /&gt;O homem perspicaz;&lt;br /&gt;Engenhoso persegue a fere&lt;br /&gt;Fauna dos montes,&lt;br /&gt;Doma corcéis&lt;br /&gt;Ao duro jugo&lt;br /&gt;Sujeita touros sanhudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrofe 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz, o pensar&lt;br /&gt;Volátil e as urbanas leis&lt;br /&gt;Das assembléias ele as ensinou&lt;br /&gt;A si mesmo, fugiu&lt;br /&gt;Da áspera agressão do frio&lt;br /&gt;E dos dardos das tempestades.&lt;br /&gt;Aparelhado, desaparelhado não acata nada&lt;br /&gt;Do que lhe advém; só a morte&lt;br /&gt;Fuga não lhe acena,&lt;br /&gt;Ainda que de indômitas moléstias&lt;br /&gt;Alcance escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antístrofe 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De saber fecundo, move recursos inesperados&lt;br /&gt;Ora ao bem, ora ao mal.&lt;br /&gt;Uma as leis da terra&lt;br /&gt;À justiça jurada&lt;br /&gt;Dos deuses, e amuralhado será;&lt;br /&gt;Desamuralhado&lt;br /&gt;Se saiba, porém,&lt;br /&gt;Atrevendo-se a insultá-las.&lt;br /&gt;De meus altares&lt;br /&gt;Não se aproxime&lt;br /&gt;Nem perturbe meu pensar quem assim procede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tragédia Grega apresenta as seguintes divisões:&lt;br /&gt;- Prólogo: É a primeira cena antes da entrada do coro, ou antes, da primeira intervenção do coro. Trata-se de uma narrativa preliminar que visava introduzir o tema;&lt;br /&gt;-Párodo - Inicialmente era a entrada do coro cantando e dançando na orquestra, o espaço cênico em frente e abaixo do palco;.&lt;br /&gt;-Episódios ou Partes - São cenas no palco, entre os cantos corais, sejam estásimos ou diálogos líricos, em que participa no mínimo um ator.&lt;br /&gt;- Estásimos: Eram os cantos e danças do coro na "orquestra" que separam os episódios, marcando pausas na ação. Seu número é variável, de 2 a 5, em geral;&lt;br /&gt;- Êxodo: Inicialmente, como indica o seu nome, era simplesmente a saída do coro cantando e dançando ao final da peça.&lt;br /&gt;O exceto analisado, é a primeira manifestação do Coro, representando a opinião pública.&lt;br /&gt;Essa passagem apresenta uma relação de humanidade na peça, quando afirma que muitas coisas maravilhosas existem e o homem é mais maravilhoso dentre todas as coisas.&lt;br /&gt;A dimensão humana é mostrada como um estranho que habita as entranhas, provocando pavor, angustia e paixão.&lt;br /&gt;O homem domina a natureza, enfrenta as fortes ondas do mar, o vigor dos ventos, cultiva a terra com arado movido à força eqüina, ano após ano e tira dela o alimento para viver. Doma os animais ferozes, o cavalo e o touro, e captura as aves e os peixes.&lt;br /&gt;Criou as leis da POLIS e a outros as ensinou, utilizando-se da voz e do pensar.&lt;br /&gt;O homem consegue driblar o frio e as tempestades, mas não é capaz de fugir da morte, mesmo escapando das enfermidades.&lt;br /&gt;A reflexão acentua a contradição existente no próprio homem, quando afirma que ele é capaz de recursos inesperados para boas ou más ações. Agindo com perversidade ele é a sua própria ruína.&lt;br /&gt;As perversidades, as más ações, conduzem a um descaminho, à injustiça, ao desequilíbrio, o desrespeito a outro homem e até às leis divinas, conduzindo ao nada, ao vazio, à morte.&lt;br /&gt;Vivendo, o homem é levado a agir, mas agir é perigoso, pode custar até mesmo a vida. No entanto, é preciso agir, optar e assumir responsabilidades pelas ações, mesmo quando o resultado é a morte. Pode-se dizer que é uma questão de consciência.&lt;br /&gt;Tomando consciência dos seus atos, o homem é responsável pelas conseqüências boas ou más. Portanto, equilíbrio nas decisões é o recomendado.&lt;br /&gt;Deixando-se dominar pelo orgulho de suas ações, poder, autoritarismo, valoriza o NÃO-SER e despreza o SER, atitude que é rejeitada por toda a sociedade local, demonstrando certo conservadorismo. Não sendo muito diferente na atualidade.&lt;br /&gt;Em suma, o homem é capaz de subjugar os animais, a natureza e outro homem, menos a si mesmo. Reside aí a maravilha do homem e a sua estranheza, visto ser capaz de dominar tudo, não é capaz de dominar a si mesmo, sendo causador de sua própria ruína.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-2273081669475726399?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/2273081669475726399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=2273081669475726399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2273081669475726399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/2273081669475726399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/exceto-da-obra-antgona-anlise-da-fala.html' title='EXCETO DA OBRA ANTÍGONA : ANÁLISE DA FALA DO CORO, NO PRIMEIRO ESTÁSIMO, ESTROFE 1, ANTÍSTROFE 1, ESTROFE 2, ANTÍSTROFE 2'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oXZ-ocIcSV8/RoaeKedfXrI/AAAAAAAAAAM/HcwDa1Ejz_4/s72-c/ant%C3%ADgona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-8604335624758952886</id><published>2007-06-30T09:46:00.000-07:00</published><updated>2007-06-30T09:47:49.360-07:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES SOBRE ANTÍGONA DE SÓFOCLES</title><content type='html'>A obra Antígona do poeta Sófocles, é classificada como tragédia. Aristóteles considera que o objetivo das tragédias era provocar uma forte impressão no público para que refletissem sobre as paixões (pathos) e os vícios humanos. Em sua obra Poética (IV-26), assim conceitua a tragédia:&lt;br /&gt;                           “Tragédia é a representação de uma ação elevada, de alguma extensão e completa, em linguagem adornada, distribuídos os adornos por todas as partes, com atores atuando e não narrando; e que, despertando piedade e temor, tem por resultado a catarse dessas emoções.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antígona foi escrita com esse objetivo, de levar à reflexão sobre os conceitos explorados: seguir as leis divinas ou as leis dos homens?&lt;br /&gt;As leis divinas são transmitidas pela família, de pai para filho, com raízes na moral, bons costumes, justiça, equilíbrio nas decisões.&lt;br /&gt;As leis dos homens, geralmente, emanam da autoridade constituída e que pode ser corrompida pela soberba, gerando injustiça e, muitas vezes, fere a moral e os bons costumes ditadas pelas leis divinas.&lt;br /&gt;A personagem Antígona representa o sagrado, o divino, o particular e a personagem Creonte, a cidade, o valor do Estado.&lt;br /&gt;Ao desobedecer às ordens de Creonte, Antígona se posiciona a favor das leis divinas, a religião familiar e o respeito aos mortos e assume as conseqüências, ciente de seu final trágico, mas sem esmorecer.&lt;br /&gt;Creonte, por sua vez, ao conhecer os atos de desacato às suas ordens, se posiciona firme no intento de não ceder a nenhum apelo de clemência ou reconsideração, nem mesmo de seu filho, fechando assim todo e qualquer canal de diálogo que levasse a um desfecho razoável.&lt;br /&gt;Nota-se que a posição irredutível de Antígona, ao infringir o decreto de Creonte, traz à luz um valor universal, que vai além do poder de um governante, o respeito que merece um ser humano, independente de culpa.&lt;br /&gt;A atitude de Creonte visa manter a ordem e o poder por ele estabelecido, de tal forma que para ele os fins justificam os meios, independente de razão ou crença pessoal. Projeta autoritarismo, ganância, prepotência e soberba.&lt;br /&gt;O choque das duas posições leva à reflexão sobre a relatividade de todas as coisas e, principalmente, daquilo que é moral, justo e legal. Pois, nem sempre o que é legal é justo e/ou moral.&lt;br /&gt;O final trágico de Antígona, na peça, se revela como uma punição por ter assumido uma posição que só competia aos deuses, a aplicação das leis divinas, a justiça. Com a morte da mulher e do filho, Creonte foi punido pelo desequilíbrio nas ponderações, o autoritarismo e ganância que o  cegaram, a ponto de levar ao extremo a sua decisão.&lt;br /&gt;Antígona é redimida com a morte, e Creonte sucumbiu à devoção ao poder, à lei imposta por ele mesmo.&lt;br /&gt;A peça aborda nitidamente que o poder divino, naquela época, era muito presente na vida dos gregos e como os deuses gregos possuíam características humanas, suas leis podiam entrar em conflito com as leis humanas e isso causaria um caos nos valores da época. A peça deixa notório o valor do equilíbrio nas decisões e a susceptibilidade das duas leis ao erro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-8604335624758952886?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/8604335624758952886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=8604335624758952886' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8604335624758952886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8604335624758952886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/reflexes-sobre-antgona-de-sfocles.html' title='REFLEXÕES SOBRE ANTÍGONA DE SÓFOCLES'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-8842836339457096643</id><published>2007-06-24T19:02:00.000-07:00</published><updated>2007-06-24T19:13:05.438-07:00</updated><title type='text'>DONATELLO E AS NOVAS ORIENTAÇÕES ARTÍSTICAS QUE DOMINAVAM O PERÍODO RENASCENTISTA</title><content type='html'>Autor: Brigitte Luiza Guminiak Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: este trabalho apresenta as inovações artísticas escultóricas introduzidas pelo renascentisata Donatello&lt;br /&gt;Paralvras– chave:Renascimento. Florença. Donatello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donato di Niccoló di Betto Bardi, chamado Donatello,escultor italiano, nasceu em Florença por volta de 1386, e faleceu em 13 de dezembro de 1466. Trabalhou em Florença, Prato, Siena e Pádua, recorrendo a várias técnicas:tuttotondo,baixo-relevo, stiacciato, e materiais como mármore, bronze, madeira.&lt;br /&gt;Separou -se definitivamente do gótico, sendo responsável pela criação do estilo renascentista escultórico em Florença. Ele se destaca pela força emocional de suas obras presentes na Catedral de Florença e introduz a perspectiva geométrica&lt;br /&gt;Sua obra primordial, Davi, em bronze,tanto pode ser o Davi bíblico como o deus Mercúrio que contempla a fronte de Argo. Representa a razão que triunfa sobre a força bruta e a irracionalidade. É considerada a primeira figura nua em tamanho natural feita desde a Antiguidade clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Cópia do Davi de Donatello" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Donatello_david_plaster_replica_front_1000px_wide.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Cópia do Davi de Donatello" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Donatello_david_plaster_replica_front_1000px_wide.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donatello"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Donatello&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donatello - Davi em bronze -Florença, Museu Nacional de Bergello, c.1430)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas características mais evidentes são o movimento, o naturalismo e a graça. A obra-prima da sua juventude são os três profetas do campanile da Catedral de Florença, em que aproveita a força expressiva do feio.&lt;br /&gt;Donatello voltou-se à representação da figura humana, retomando e superando a arte grega e romana, seja formalmente, seja estilisticamente. Muito particular foi sua capacidade de sugerir humanidade e introspecção em suas obras.&lt;br /&gt;Em 1417, Donatello completa a Estátua de São Jorge, animada pela torção e o jogo das pernas. A base em pedra apresenta baixo-relevo, construindo com a técnica deo stiacciato, sendo um dos primeiros exemplos de perspectiva, com um único ponto de fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;BATTISTONI FILHO, DUÍLIO. Pequena História da Arte. São Paulo.p.61- 71.Papirus,12.ed.2003.&lt;br /&gt;Disponivel em: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donatello"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Donatello&lt;/a&gt;, acessado em 09/05/2007&lt;br /&gt;Disponivel em: &lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/donatello.htm"&gt;http://www.vidaslusofonas.pt/donatello.htm&lt;/a&gt;, acessado em 08/05/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-8842836339457096643?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/8842836339457096643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=8842836339457096643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8842836339457096643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/8842836339457096643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/donatello-e-as-novas-orientaes.html' title='DONATELLO E AS NOVAS ORIENTAÇÕES ARTÍSTICAS QUE DOMINAVAM O PERÍODO RENASCENTISTA'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-7903064431685944753</id><published>2007-06-23T17:10:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T17:14:01.582-07:00</updated><title type='text'>AMOR LÍQUIDO X AMOR SÓLIDO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Nestes tempos sisudos em que vivemos as leis do mercado se atrevem a tudo e todos, inclusive as apoderando dos sentimentos, inundando as relações pessoais e amorosas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                             Como todo relacionamento é relativo, pois tudo depende de tudo, das circunstâncias, do ambiente cultural, financeiro, social, profissional e etc., percebe-se que a sociedade está incorporando a liquidez ($) amorosa com mais abertura do que imaginamos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                              Evidentemente que a era do amor platônico, do amor sem toque, sem cheiro, sem “sal” já se vai longe, graças à evolução da informática.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                              Mas a contribuição da mídia acentuou ainda mais a liquidez ($) amorosa e arremessou o homem moderno no mercado de consumo criando relações sem vínculos, muito embora conectado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                               Essa liquidez acerbada minou conceitos, preceitos e convenções sociais a muito enraizadas e consideradas o porto-seguro dos relacionamentos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                               Entretanto, todas as convenções e conceitos conhecidos sobre o que seja o amor podem ser considerados como sólidos? Há garantia expressa de amor eterno, que dure “para sempre” ou “até que a morte os separe” baseados em leis jurídicas?  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                               Procedimentos legais, formalidades, convenções sociais são vulneráveis às leis do amor. Não serão elas nem a duração do relacionamento no tempo que o solidificam, há de se considerar a intensidade e a capacidade de entrega total ao ser amado e no exato momento em que acontece.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                               Há os que defendem um amor baseado nas leis regidas pelo coração, não se submetendo a convenções ou formalidades legais, outros ainda, não abrem mão dos rituais religiosos e legais por acreditarem que tais procedimentos solidificam o amor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Amor sem vínculos legais, ou mesmo o Amor Líquido, ditado pelo mercado de consumo, vem modificando o conceito de Amor Sólido, baseado em formalidades e leis com a idealização de que o relacionamento será “eterno” ou “para sempre” só porque está firmado em documento ou porque a igreja assim o determina.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;                              Cabe aqui uma indagação: Há regras ou convenções para ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                              A mídia e o mercado de consumo são os responsáveis pelo descompromisso vivido nas relações amorosas ou só exploram algo que já está latente no seio da sociedade moderna? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-7903064431685944753?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/7903064431685944753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=7903064431685944753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7903064431685944753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/7903064431685944753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/amor-lquido-x-amor-slido.html' title='AMOR LÍQUIDO X AMOR SÓLIDO'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-1645676943978273816</id><published>2007-06-22T20:57:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T21:01:01.862-07:00</updated><title type='text'>COMO ESQUECER</title><content type='html'>Como esquecer&lt;br /&gt;As palavras carinhosas&lt;br /&gt;Ditas ao pé do ouvido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer&lt;br /&gt;O perfume envolvente&lt;br /&gt;No momento de carinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer&lt;br /&gt;Cada gesto, cada olhar,&lt;br /&gt;Que só tu e eu&lt;br /&gt;Podemos entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer&lt;br /&gt;Seu doce abraço&lt;br /&gt;Sua mão macia a me acariciar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigitte&lt;br /&gt;21/04/07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-1645676943978273816?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/1645676943978273816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=1645676943978273816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/1645676943978273816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/1645676943978273816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/como-esquecer.html' title='COMO ESQUECER'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-4125915928764143270</id><published>2007-06-19T17:56:00.001-07:00</published><updated>2007-06-19T18:37:53.765-07:00</updated><title type='text'>ANTOLOGIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;RECOMEÇO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Há momentos em que penso deixar tudo de lado...&lt;br /&gt;Amigos, trabalho...&lt;br /&gt;Pois o vazio aqui dentro&lt;br /&gt;Já causou o maior estrago!&lt;br /&gt;Penso e repenso&lt;br /&gt;Vou adiante...&lt;br /&gt;Na próxima curva bate o vento à – favor!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;IRRESISTÍVEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Como foi que tudo aconteceu?&lt;br /&gt;Não sei dizer.&lt;br /&gt;Quando dei por mim&lt;br /&gt;Meu coração já era seu!&lt;br /&gt;Lutar contra?&lt;br /&gt;Nada disso.&lt;br /&gt;Deixei o amor tomar conta!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PEDIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Já que vais embora&lt;br /&gt;Faço um pedido derradeiro:&lt;br /&gt;Feche a porta de mansinho,&lt;br /&gt;E com cuidado!&lt;br /&gt;Não assuste ainda mais meu coração!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CIRANDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Um dia li em teus olhos&lt;br /&gt;Uma linda história de amor.&lt;br /&gt;As verdadeiras histórias de amor só têm começo...&lt;br /&gt;A nossa o” amor era pouco e se acabou”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-4125915928764143270?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/4125915928764143270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=4125915928764143270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4125915928764143270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4125915928764143270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/antologia.html' title='ANTOLOGIA'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7347363154814376888.post-4163885968760365840</id><published>2007-06-17T14:18:00.000-07:00</published><updated>2007-06-17T14:23:55.307-07:00</updated><title type='text'>ENTRE TAPAS E BEIJOS</title><content type='html'>“... ENTRE TAPAS E BEIJOS, /É ÓDIO, É DESEJO/ É SONHO/ É TERNURA...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira leitura desses versos da música ENTRE TAPAS E BEIJOS, composição de Nilton Lamas e Antonio Bueno, interpretada por Leandro e Leonardo, nos induz a acreditar num romance repleto de paixão, amor e sedução. Mas só a primeira leitura. Esses versos revelam algo maior e (triste) que não está escrito, mas está nas entrelinhas. Como pode haver amor entre um casal que vive entre tapas e beijos se amar loucamente? Como a mulher, principalmente, que foi humilhada, magoada, desrespeitada e agredida pode se submeter ao constrangimento de aceitar na cama seu agressor, na maioria das vezes, seu companheiro? &lt;br /&gt;Essa realidade é vivida por milhares de mulheres neste nosso Brasil (e no mundo), independente de classe social, etnia, escolaridade ou idade.&lt;br /&gt;Em agosto de 2006 foi editada a Lei 11.340, conhecida como LEI MARIA DA PENHA, considerada um avanço nos Direitos Humanos das Mulheres.&lt;br /&gt;Preliminarmente, veremos a razão do nome Maria da Penha ter sido atribuído à LEI.&lt;br /&gt;Em 1983, Maria da Penha Maia Fernandes, biofarmacêutica, aos 38 anos, levou um tiro nas costas do seu marido Marco Antonio Heredia Vivera, professor universitário (numa primeira tentativa) e ainda tentou matá-la por eletrocussão. Desde então sua luta foi por justiça. O ex-marido foi condenado a dois anos de prisão, mas por meio de recursos jurídicos não cumpriu a pena. Inconformada com a impunidade face ao crime ser considerado de ”pouco poder ofensivo” visto tratar-se de violência doméstica, foi denunciado pela OEA, o que forçou o Brasil a rever o caso, e num novo julgamento, foi condenado a 10 anos de detenção.Cumpriu dois anos. Hoje ele está em liberdade e MARIA DA PENHA ESTÁ PARAPLÉGICA.&lt;br /&gt; A LEI MARIA DA PENHA ainda não pune com o devido rigor os crimes de violência praticados contra as mulheres no interior do Lar.&lt;br /&gt;O jornal “DIÁRIO DA MANHÃ”, edição de 20/02/07, matéria de Tássia Galvão, intitulada VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – PRISÕES BATEM RECORDES, revelou um dado assustador: duas agressões registradas por dia, até a  publicação da reportagem. &lt;br /&gt;Desde a entrada em vigor da Lei 11.340/06, ou seja, de 22/09/06 a 31/01/07 foram abertos 305 inquéritos; 1341 Boletins de Ocorrência (BO).&lt;br /&gt;Os crimes mais comuns foram: Ameaça: 426 registros; lesão corporal (leve, grave e gravíssima) 360 registros; injúria com 43 registros. Só no mês de Janeiro de 2007, foram instaurados 84 inquéritos e 105 remetidos ao Judiciário. Dados, sem dúvida alguma, alarmantes e estarrecedores. Dados que nos levam a crer que os versos acima citados não são assim tão românticos e apaixonados, e comprovam  uma rotina violenta nos lares.&lt;br /&gt;A mulher, independente de classe social, idade ou etnia, muitas vezes para manter o casamento, ou por acreditar na possibilidade de mudança de comportamento do cônjuge ou companheiro, pai ou irmão, se submete a tais condições por vergonha da humilhação sofrida, da agressão gratuita, e por acreditar ser a culpada pela situação de violência que vive, devido a constrangimentos físicos e psicológicos constantes.&lt;br /&gt;A submissão feminina à força bruta do homem tem raízes culturais conhecidas e a luta pelo respeito aos direitos humanos da mulher está presente desde a pré-história.&lt;br /&gt;O legislador deu um passo à frente no momento em que reconhece como violência doméstica e familiar o dano moral, psicológico e patrimonial, já que em casos como da própria Maria da Penha há o risco iminente de perda de patrimônio.&lt;br /&gt;A violência psicológica, de difícil comprovação, abrange o dano emocional, diminuição da auto-estima mediante ameaça, constrangimento, humilhação, isolamento, chantagem e outras condutas que causem prejuízo à saúde psicológica e a autodeterminação da mulher.&lt;br /&gt;A Lei prevê medidas integradas de prevenção como a promoção de estudos e pesquisas e políticas públicas que visem prevenir a violência doméstica e familiar (art.8º).Cabe aqui mencionar que se torna necessário a criação de juizados especiais para tratar dos casos de violência doméstica.&lt;br /&gt;Outra inovação é que a autoridade policial poderá acompanhar a mulher até a sua residência para a retirada de seus pertences, encaminhá-la ao hospital ou casa de parentes, informar seus direitos e comunicar de imediato ao Ministério Público ou Poder Judiciário quando necessário, em casos de ameaça grave (art.11).&lt;br /&gt;Confirmada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz poderá de imediato determinar o afastamento da mulher do lar, (sem prejuízo de seus direitos na ação de separação de corpos ou divórcio), proibir o agressor de  aproximar-se da vítima e/ou contato até com familiares e testemunhas, proibir o agressor  da posse e  o porte de armas e a freqüentar determinados lugares, restringir ou suspender visitas e ainda determinar os alimentos provisionais.&lt;br /&gt;O que decepciona na Lei é a possibilidade de soltura do agressor mediante pagamento de fiança conforme seus rendimentos, o que favorece a fuga ou a consumação das ameaças.&lt;br /&gt;O que talvez cause estranheza em muitos é a referência a Direitos Humanos da Mulher. Não que os homens não tenham direitos ou que sejam menos humanos que as mulheres. O que se discute aqui é que para as mulheres serem respeitadas foi preciso elaborar uma Lei que puna seu agressor e faça cessar a violência. Foi preciso criar uma Lei para afirmar que a mulher tem o direito de ser respeitada pelo marido, pai, irmão, dentro de sua própria casa. &lt;br /&gt; Ressalta-se ainda, que nos casos de violência doméstica ou familiar o homem que agredir ou ameaçar o filho, o pai ou avô, a pena será de até três anos, quando não resultar em morte.&lt;br /&gt;Vale lembrar que a Lei não foi editada exclusivamente para resguardar os direitos das mulheres, resguarda sim os direitos de qualquer ser humano que sofra violência doméstica ou familiar, tanto homens e mulheres.&lt;br /&gt;A música citada no início do texto, um grande sucesso da dupla goiana  Leandro e Leonardo, é apenas uma dentre outras tantas que desnudam os relacionamentos violentos e patológicos vividos por milhares de famílias. Pode-se citar, outro sucesso, também de Leandro e Leonardo, PAZ NA CAMA, sucessos do cinema, como “DORMINDO COM O INIMIGO”, sendo a atriz principal Julia Roberts.&lt;br /&gt;É natural haver diferenças de opinião e às vezes discussões entre um casal, afinal são duas pessoas diferentes vivendo sob um mesmo teto, e compartilhando a mesma cama. Mas as diferenças devem ser resolvidas com diálogo e bom senso. O ditado de que em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher é falso, pois as conseqüências variam entre a vida e a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7347363154814376888-4163885968760365840?l=brigitteluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/feeds/4163885968760365840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7347363154814376888&amp;postID=4163885968760365840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4163885968760365840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7347363154814376888/posts/default/4163885968760365840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brigitteluiza.blogspot.com/2007/06/entre-tapas-e-beijos_17.html' title='ENTRE TAPAS E BEIJOS'/><author><name>BRIGITTE LUIZA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06995060398893874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_oXZ-ocIcSV8/SGhAyTh0bTI/AAAAAAAAAYM/49ZQizaien4/S220/eu-+charme.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
